A executiva Stella Li, vice-presidente da BYD, afirmou que a empresa vai seguir com investimentos internacionais, especialmente na Europa, onde pretende aplicar até US$ 20 bilhões nos próximos anos. Ela descartou parcerias com montadoras europeias, diferente de concorrentes como Xpeng e Leapmotor.
Durante entrevista à Bloomberg em Londres, Li destacou que a guerra de preços no mercado chinês de carros elétricos chegou a um ponto insustentável. “Essa competição está extrema e não é saudável”, comentou.
Ela explicou que, frequentemente, a BYD lança um novo modelo e, pouco tempo depois, rivais colocam nas ruas versões parecidas, porém maiores e com preços até 20 mil yuans mais baixos. “Você tem que sobreviver, mas não assim”, desabafou.
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No fim de maio, a BYD cortou os preços de até 22 modelos, com reduções que chegaram a mais de 30%. A estratégia busca cumprir a meta de vender 5,5 milhões de veículos em 2025, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.
Apesar do esforço, um relatório do Deutsche Bank divulgado em 24 de maio apontou que as vendas da marca cresceram apenas 15% nos primeiros quatro meses do ano, bem abaixo da meta.
A redução de preços da BYD gerou reação imediata no setor. Marcas como Chery, Leapmotor e IM Motors anunciaram cortes semelhantes, acirrando ainda mais a disputa. Recentemente, a Xpeng e BP Pulse inauguraram a primeira estação de carregamento construída em parceria na China. A BYD tem investido fortemente em novos modelos.
Diante do cenário, a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) pediu o fim da guerra de preços em 31 de maio, alertando que a competição desordenada pode prejudicar os lucros e gerar desequilíbrio no mercado.
No Festival Interlagos, a BYD apresentou os supercarros elétricos YangWang U9 e U8. Além disso, a montadora revelou o FCB Ti7, o novo SUV familiar da Fang Cheng Bao.
