Resumo da Notícia
A estratégia da CAOA Chery para fortalecer sua presença no segmento de utilitários esportivos eletrificados ganhou um novo capítulo poucos dias após a chegada da linha 2027 dos Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV. Depois de surpreender o mercado com uma forte redução nos preços, a fabricante decidiu reajustar os valores dos modelos, mantendo, ainda assim, uma posição mais competitiva do que a geração anterior.
Menos de dez dias após o lançamento, os dois utilitários esportivos híbridos plug-in receberam aumento de R$ 10 mil. Com isso, o Tiggo 7 Pro PHEV passou a ser comercializado por R$ 199.990, enquanto o Tiggo 8 Pro PHEV chegou aos R$ 239.990. Os novos preços já aparecem nos canais oficiais da marca.
Mesmo com a correção, os veículos continuam custando menos do que os modelos equivalentes da linha 2026. Antes da renovação, o Tiggo 7 era vendido por R$ 219.990, enquanto o Tiggo 8 chegava a R$ 269.990. A diferença mantém os novos modelos entre as opções mais agressivas da categoria.
Quando foram apresentados no início de junho, os SUVs chamaram atenção justamente pela redução inédita nos valores. O Tiggo 7 caiu para R$ 189.990 e o Tiggo 8 para R$ 229.990, movimento incomum em um mercado que vinha registrando aumentos frequentes nos preços dos veículos eletrificados.
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A atualização da linha 2027, porém, vai muito além da tabela de preços. Os dois modelos estrearam o sistema CCSH, sigla para Caoa Chery Super Hybrid, nova arquitetura eletrificada desenvolvida com base em tecnologias já utilizadas por marcas do Grupo Chery em diversos mercados internacionais.

O conjunto mecânico abandonou o antigo motor 1.5 turbo com injeção multiponto e adotou um novo propulsor 1.5 turbo GDI com injeção direta. Trabalhando em conjunto com dois motores elétricos e uma transmissão híbrida DHT de última geração, o sistema entrega potência combinada de 279 cavalos e torque de 37,2 kgfm.
Outro avanço importante está na eficiência energética. A nova bateria de 18,4 kWh recebeu estrutura reforçada, gerenciamento térmico aprimorado e novos sistemas eletrônicos de controle. Segundo a fabricante, a autonomia total dos veículos pode ultrapassar os 1.200 quilômetros em condições ideais de utilização.
No Tiggo 7 Pro PHEV, o consumo equivalente chega a 38,6 km/l, enquanto a autonomia em modo exclusivamente elétrico alcança até 70 quilômetros. Já o Tiggo 8 Pro PHEV registra consumo de até 36,1 km/l e oferece a mesma autonomia elétrica, conforme os dados homologados pelo padrão brasileiro.
A linha 2027 também marca a estreia do carregamento rápido em corrente contínua nos híbridos plug-in da marca. Utilizando o padrão CCS2, os modelos aceitam recargas de até 50 kW, permitindo elevar o nível da bateria de 30% para 80% em aproximadamente vinte minutos.
Outra novidade é a tecnologia V2L, que transforma os SUVs em fontes móveis de energia. Na prática, o sistema permite alimentar equipamentos externos por meio de tomada de 220 volts, ampliando as possibilidades de uso em viagens, acampamentos, atividades profissionais e situações de emergência.
Visualmente, as mudanças foram significativas. O Tiggo 7 recebeu dianteira totalmente redesenhada, novos faróis, grade inédita e traseira reformulada. O Tiggo 8 seguiu um caminho mais conservador, mas ganhou novos elementos estéticos e uma assinatura luminosa conectada que reforça sua identidade visual.
Por dentro, os dois modelos deram um salto tecnológico. O Tiggo 7 passou a oferecer painel integrado de 24,6 polegadas, câmera de visão 540 graus, projeção de informações no para-brisa, carregamento sem fio de 50 W e sistema de som Sony. O Tiggo 8 elevou ainda mais o padrão de conforto com multimídia de 15,6 polegadas, função de massagem, posição de relaxamento e sistema de som com 12 alto-falantes.
A segurança também evoluiu de forma expressiva. O Tiggo 7 passou a contar com sete airbags, incluindo airbag central entre motorista e passageiro, enquanto o Tiggo 8 oferece nove airbags. Ambos receberam atualizações nos assistentes de condução e chegam ao mercado em um momento de forte concorrência, impulsionada pela expansão de fabricantes chinesas e pela chegada de novos híbridos na faixa entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, cenário que ajuda a explicar os recentes movimentos estratégicos da CAOA Chery.
