BYD baixa preço do King em até R$ 25 mil e híbrido já custa R$ 147 mil

A BYD anunciou um desconto agressivo de R$ 25 mil para o sedã híbrido King GL, que agora custa R$ 147.990, desafiando modelos a combustão no mercado nacional.
BYD baixa preço do King em até R$ 25 mil e híbrido já custa R$ 147 mil
Crédito da imagem: Tavares Multimarcas São Paulo, SP

Resumo da Notícia

  • A BYD reposicionou o sedã híbrido plug-in King GL no mercado brasileiro com um desconto de R$ 25 mil.
  • O preço do modelo caiu de R$ 172.990 para R$ 147.990 na modalidade de venda direta para pessoa física.
  • O valor coloca o sedã chinês em concorrência direta com modelos compactos a combustão, como Honda City e Volkswagen Virtus.
  • O veículo é equipado com motor 1.5 aspirado e propulsão elétrica, entregando 209 cavalos de potência combinada.
  • A autonomia total do sedã pode superar os 1.200 quilômetros, segundo dados da fabricante chinesa.
  • A versão GL oferece itens como câmera 360 graus, bancos em couro e central multimídia giratória de 12,8 polegadas.
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A estratégia da BYD no Brasil mudou de patamar nas últimas semanas. A marca chinesa decidiu reposicionar o sedã híbrido plug-in King GL com um desconto agressivo de R$ 25 mil, levando o modelo para uma faixa de preço que até pouco tempo era ocupada apenas por sedãs compactos tradicionais a combustão. O movimento colocou o carro no centro da disputa do mercado nacional.

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Com a nova condição comercial, o BYD King GL passou de R$ 172.990 para R$ 147.990 na modalidade de venda direta para pessoa física. O valor chamou atenção porque deixa o sedã híbrido mais barato que modelos conhecidos do mercado brasileiro, como Honda City Touring e Volkswagen Virtus Comfortline, ambos acima da faixa dos R$ 150 mil.

A ação promocional também aproximou o King de carros menores e até de modelos elétricos da própria fabricante. Hoje, o sedã aparece custando menos que todas as versões do hatch elétrico Dolphin, criando uma situação incomum no mercado brasileiro, onde veículos eletrificados normalmente ocupam posições mais elevadas de preço.

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Mesmo sendo vendido por um valor semelhante ao de sedãs compactos, o King atua em uma categoria superior. O modelo mede 4,78 metros de comprimento, possui 2,71 metros de entre-eixos e entrega espaço interno próximo ao do Toyota Corolla. O porta-malas acomoda 450 litros, enquanto o visual aposta em linhas discretas, iluminação em LED e rodas de 17 polegadas.

Debaixo do capô, o sedã utiliza um conjunto híbrido plug-in formado por motor 1.5 aspirado a gasolina e propulsão elétrica dianteira. O motor elétrico entrega sozinho 179 cavalos e 32,2 kgfm de torque, enquanto a potência combinada chega aos 209 cavalos. O câmbio trabalha com uma marcha mecânica e múltiplas relações simuladas.

A proposta da BYD é combinar desempenho com baixo consumo. Segundo dados do Inmetro, o King consegue registrar médias de 18,9 km/l na cidade e 17,5 km/l na estrada quando a bateria está no nível mínimo de carga. No modo totalmente elétrico, a versão GL pode rodar até 32 quilômetros sem utilizar gasolina.

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A bateria Blade de 8,3 kWh é um dos principais elementos do projeto. Embora a autonomia elétrica da versão GL seja menor que a da configuração GS, ela ainda atende deslocamentos urbanos diários com relativa facilidade. Já no modo combinado, a fabricante afirma que o sedã pode superar os 1.200 quilômetros de autonomia total.

Na prática, o King tenta atrair consumidores oferecendo um pacote bastante completo desde a versão de entrada. O modelo sai de fábrica com seis airbags, câmera 360 graus, chave presencial, carregador de celular por indução, bancos revestidos em couro com ajuste elétrico para o motorista e ar-condicionado digital com saídas traseiras.

O interior também concentra boa parte do apelo tecnológico do sedã. O painel digital de 8,8 polegadas trabalha em conjunto com a central multimídia giratória de 12,8 polegadas, um dos elementos mais conhecidos da BYD. O sistema oferece conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay nas duas versões disponíveis.

Apesar do conjunto competitivo, o modelo possui algumas limitações. Quando a carga da bateria fica muito baixa, o desempenho perde parte da força em retomadas e acelerações mais intensas. Outro ponto observado no King GL é a ausência do pacote de assistências semiautônomas presentes na versão GS, que inclui recursos de condução avançada.

Na configuração topo de linha, o sedã adiciona assistentes de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, alerta de colisão frontal, monitoramento de ponto cego e aviso de mudança involuntária de faixa. A versão GS também utiliza bateria maior, de 18,3 kWh, elevando a autonomia elétrica para até 78 quilômetros.

A modalidade de venda direta para pessoa física também muda o processo de compra. Diferentemente das unidades tradicionais disponíveis em estoque nas concessionárias, o veículo normalmente é faturado diretamente pela fábrica. Isso significa que o consumidor pode enfrentar prazo maior de entrega, dependendo da produção e da logística da montadora.

Enquanto amplia a disputa no mercado brasileiro com preços mais agressivos, a BYD já trabalha na renovação visual do King para os próximos anos. A futura atualização deve trazer linhas inspiradas no Seal 05 DM-i, mantendo praticamente as mesmas dimensões atuais. O movimento reforça a estratégia da fabricante de popularizar veículos eletrificados no Brasil sem posicioná-los como produtos inacessíveis.

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