Resumo da Notícia
Recém-chegada ao Brasil, a montadora chinesa GAC já reajustou os preços de toda sua linha de carros, com aumentos que chegam a R$ 10 mil. Todos os cinco modelos vendidos no país — quatro elétricos e um híbrido — ficaram mais caros, exceto o GS4 Elite, que teve queda de R$ 8 mil. A marca, que estreou por aqui com uma ofensiva ousada, começa a se reposicionar após os primeiros meses de operação.
Os reajustes variaram de R$ 1 mil no sedã Aion ES até os R$ 10 mil no topo de linha Hyptec HT, que parte agora de R$ 309.990. Já o SUV híbrido GS4 Premium passou de R$ 189.990 para R$ 209.990. A movimentação mostra que a GAC busca equilibrar os preços com a demanda inicial e os custos de operação em solo brasileiro.

A gama da GAC impressiona em desempenho e tamanho. O GS4 híbrido, por exemplo, roda até 705 km com uma carga e um tanque, combinando dois motores e 235 cv. Já o Hyptec HT, com estilo futurista e portas de abertura vertical, entrega 245 cv e autonomia de 362 km. O Aion V tem autonomia de 389 km, enquanto o Aion Y e o sedã Aion ES rodam entre 314 e 318 km, todos com motorização elétrica.
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Mesmo com pouco tempo de mercado, a marca já mostrou que tem fôlego. Em julho, foram 638 veículos emplacados — número expressivo para quem está apenas começando. O destaque foi o híbrido GS4, com 367 unidades vendidas, seguido pelos modelos elétricos Aion V (116), Aion Y (105), Hyptec HT (41) e ES (9).

A marca ainda está distante da liderança no segmento de elétricos. A BYD, por exemplo, emplacou mais de 5.400 unidades no mesmo mês. Já a Volvo aparece em segundo lugar, com 329 veículos licenciados. Ainda assim, a GAC já figura como a terceira montadora que mais vendeu elétricos em julho, um feito relevante para quem mal completou dois meses no mercado.
Além do portfólio eletrificado, a GAC apostou pesado na presença nacional. Com 83 pontos de atendimento espalhados pelo Brasil — incluindo 50 lojas em shoppings — a marca cobre praticamente todo o território. A meta é terminar 2025 com 120 unidades, incluindo lojas nos estados ainda não atendidos no Norte do país.

E os planos são ainda maiores: a GAC pretende montar uma fábrica no Brasil até o fim de 2026, com investimento de R$ 6 bilhões até 2030. O objetivo é transformar o país em base para exportar veículos a outros mercados da América Latina, inclusive com o desenvolvimento de motores híbridos flex adaptados à realidade brasileira.
