A partir de 30 de setembro de 2025, os Estados Unidos vão encerrar gradualmente os incentivos fiscais para veículos elétricos, o que deve impactar diretamente o preço final desses modelos e sua atratividade no mercado. O benefício atual permite descontos de até US$ 7.500 para carros novos e US$ 4.000 para usados.
Um dos modelos que pode sentir esse impacto é o Chevrolet Equinox EV. Com autonomia de 513 km e preço inicial de US$ 33.600, ele se tornava mais competitivo com o desconto, saindo por cerca de US$ 24.100. Sem o benefício, o custo mais alto pode afastar potenciais compradores. Xiaomi YU7 estreia na China com quase 300 mil pedidos e começa a ser entregue.

No segundo trimestre, o Equinox EV teve bom desempenho, com 17.420 unidades vendidas, superando toda a linha elétrica da Cadillac, que somou 11.795 vendas. A mudança nas regras fiscais pode alterar essa dinâmica nos próximos meses. Volkswagen supera Tesla em vendas de veículos elétricos na Europa.
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Esse tipo de corte não é novidade no setor. Alguns modelos já perderam o crédito fiscal por não atenderem às exigências de produção ou fornecimento, e isso levou algumas montadoras a reduzirem os preços ou transferirem fábricas para os EUA como forma de manter a competitividade.
O fim do incentivo também reacende o debate sobre o futuro dos elétricos no país. Sem o desconto, o desafio das montadoras será convencer o consumidor de que esses veículos ainda valem a pena, mesmo com um preço mais alto. BYD atinge marca de 90 mil veículos entregues na Tailândia.
A retirada do benefício fiscal está prevista na nova legislação já assinada, e pode marcar uma nova fase no mercado automotivo americano, forçando fabricantes a reverem estratégias para manter seus modelos acessíveis e competitivos. China aperfeiçoa regras para exportação de veículos usados.
