A fabricante chinesa de carros elétricos Avatr Technology decidiu entrar na Justiça contra o influenciador conhecido como “Zurich Beileye”, pedindo uma indenização de 10 milhões de yuan (cerca de US$ 1,4 milhão). A empresa alega que o criador de conteúdo espalhou informações falsas sobre seus testes de aerodinâmica.
Tudo começou quando o influenciador questionou, publicamente, os testes de coeficiente de arrasto feitos com o modelo Avatr 12, insinuando que a empresa teria usado um protótipo em vez de um carro de produção real. A suspeita levantou críticas e colocou a credibilidade da montadora em xeque.

Diante da repercussão negativa, a Avatr divulgou que os testes foram feitos com uma versão final do veículo, equipada com espelhos retrovisores eletrônicos, e não com um protótipo, como sugerido. A empresa publicou essas informações em suas redes sociais para esclarecer os fatos.
Como reação inicial, a Avatr pediu apenas que o influenciador se retratasse e apagasse os comentários considerados enganosos. No entanto, mesmo após ele publicar um vídeo de “desculpas”, a empresa afirma que o conteúdo foi manipulado e continuou a induzir o público ao erro.
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A situação piorou após o vídeo de retratação, que segundo a Avatr, foi editado de forma seletiva para reforçar a ideia de que a montadora havia agido de má fé nos testes. Isso motivou a empresa a adotar medidas mais duras e levar o caso à Justiça.
Em comunicado publicado em 13 de maio de 2025, o departamento jurídico da Avatr afirmou que o criador de conteúdo “descontextualizou os fatos e causou confusão pública, prejudicando a imagem da marca e a confiança nos resultados dos testes”.
A empresa abriu uma ação civil exigindo que o influenciador pare imediatamente com a divulgação de informações falsas e pedindo compensação pelos danos econômicos e à reputação causados pelas acusações.
A Avatr também aproveitou a ocasião para reforçar que “a internet não é um espaço sem lei” e prometeu continuar recorrendo a meios legais para se defender de calúnias e difamações.
A montadora destacou ainda que a crescente busca por visibilidade em redes sociais tem levado alguns criadores de conteúdo a ultrapassarem limites éticos, espalhando informações sem a devida apuração para ganhar engajamento.
Nos bastidores do setor automotivo chinês, cresce a preocupação com as chamadas práticas de “Black PR” — campanhas de difamação organizadas por empresas rivais para manchar a reputação de concorrentes.
Segundo a Avatr, essas ações vêm se tornando comuns devido à forte concorrência no mercado de veículos elétricos da China, com grupos pagando para que influenciadores espalhem críticas falsas ou distorcidas.
Como resposta a esse cenário, a empresa ofereceu uma recompensa de 5 milhões de yuan (aproximadamente US$ 694 mil) a quem fornecer informações concretas sobre campanhas difamatórias direcionadas à sua marca.
Além disso, a busca por inovações e parcerias é constante, como a união de forças entre CATL e Mazda para produção de veículos elétricos.
