União Europeia estende taxa de carbono às exportações de veículos; Pequim contesta

A União Europeia estende sua taxa de carbono a veículos exportados, gerando forte contestação da China
União Europeia estende taxa de carbono às exportações de veículos; Pequim contesta
União Europeia estende taxa de carbono às exportações de veículos; Pequim contesta

Resumo da Notícia

  • O Mecanismo de Ajuste de Carbono (CBAM) da União Europeia entrará em vigor em 2026, impactando significativamente o comércio global ao estender taxas de carbono às exportações.
  • O Ministério do Comércio da China reagiu às novas regras, classificando-as como uma barreira comercial e não apenas uma política ambiental, e prometeu proteger suas empresas.
  • Pequim argumenta que os valores padrão de intensidade de carbono aplicados pelo CBAM são desproporcionais e superiores à média real de suas indústrias, gerando custos adicionais.
  • Montadoras e fornecedores chineses que exportam para a Europa enfrentarão um aumento relevante de custos devido à contabilização do ciclo de vida do carbono e exigências regulatórias.
  • A preocupação chinesa aumenta com a proposta da UE de expandir o CBAM a partir de 2028 para produtos intensivos em aço, alumínio e bens acabados como automóveis e eletrodomésticos.
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A entrada em vigor do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Europeia redesenha, a partir de 2026, o tabuleiro do comércio global. A política climática europeia, agora com efeitos práticos, passou a ocupar o centro das preocupações de governos e indústrias fora do bloco.

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Diante desse cenário, o Ministério do Comércio da China reagiu às novas regras e projetos divulgados por Bruxelas, deixando claro que vê espaço para cooperação climática, mas não aceitará medidas consideradas desequilibradas. Pequim afirma que está pronta para proteger suas empresas e evitar rupturas nas cadeias globais de produção.

União Europeia estende taxa de carbono às exportações de veículos; Pequim contesta
Crédito da imagem: CarNewsChina

Na avaliação chinesa, o desenho atual do CBAM ultrapassa os limites da política ambiental e assume contornos de barreira comercial. O governo sustenta que os custos adicionais recaem de forma desproporcional sobre países em desenvolvimento inseridos em cadeias internacionais de suprimento.

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Um dos principais pontos de atrito está na adoção de valores padrão de intensidade de carbono, aplicados quando faltam dados reconhecidos de emissões. Segundo a China, esses parâmetros são superiores à média real de suas indústrias e tendem a subir nos próximos anos.

Com isso, montadoras e fornecedores chineses que exportam para a Europa podem enfrentar aumento relevante de custos, sobretudo pela contabilização do ciclo de vida do carbono. A obrigação de divulgar dados detalhados e submetê-los à verificação de terceiros amplia a pressão regulatória.

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A preocupação cresce com a proposta europeia de ampliar o CBAM, a partir de 2028, para produtos intensivos em aço e alumínio. Automóveis, autopeças, máquinas e eletrodomésticos passariam a ser enquadrados, estendendo o mecanismo a bens acabados.

O ministério chinês também apontou incoerências entre as exigências externas do CBAM e ajustes internos da UE, como a revisão do cronograma para o fim dos motores a combustão até 2035. Para Pequim, essa assimetria levanta dúvidas sobre a consistência das políticas climáticas e comerciais do bloco.

Enquanto a União Europeia finaliza metodologias de cálculo e se prepara para a fase financeira do mecanismo, o impasse ganha densidade política. A partir de 2026, importadores terão de comprar certificados de carbono, transformando o CBAM em um fator decisivo para o comércio automotivo e industrial entre China e Europa.

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