Stellantis vê fragilidades na produção de veículos em CKD e SKD

Stellantis analisa os desafios dos modelos de produção CKD e SKD no Brasil. Descubra como a indústria automotiva se adapta às novas estratégias e o impacto na competitividade e empregos locais.
Stellantis vê fragilidades na produção de veículos em CKD e SKD
Crédito da imagem: BYD

Resumo da Notícia

  • A indústria automotiva brasileira vive uma transição, pressionada por novas estratégias produtivas e o avanço de marcas estrangeiras.
  • Os modelos de produção CKD e SKD, que permitem montar veículos com menor conteúdo local, são o centro do debate sobre emprego e competitividade.
  • Tradicionalmente, a fabricação nacional tem alto índice de nacionalização (70-80%), sustentando empregos mais qualificados.
  • A entrada de montadoras chinesas, impulsionada por impostos reduzidos para elétricos e híbridos, acelerou o uso de CKD e SKD no país.
  • Entidades como Anfavea e Sindipeças se opõem à expansão descontrolada desses modelos, temendo a superficialização da produção e menor geração de empregos.
  • Executivos da Stellantis, como Herlander Zola, defendem a adoção de modelos competitivos para garantir rentabilidade e atrair investimentos.
  • Montadoras como Stellantis, Renault e GM já utilizam CKD e SKD em baixa escala para veículos eletrificados, com impacto limitado no emprego por enquanto.
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A indústria automotiva vive um momento de transição no Brasil, pressionada por novas estratégias produtivas, avanço de marcas estrangeiras e mudanças no perfil de consumo. No centro desse debate estão os modelos CKD e SKD, que permitem montar veículos com menor conteúdo local. O tema divide opiniões e levanta dúvidas sobre emprego, competitividade e futuro da produção nacional.

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Tradicionalmente, a fabricação no país envolve uma cadeia ampla, com índice de nacionalização entre 70% e 80%. Esse processo inclui desde fornecedores até etapas como estamparia, pintura e montagem final. É justamente essa estrutura mais complexa que sustenta empregos mais qualificados e melhor remunerados na indústria automotiva.

Stellantis vê fragilidades na produção de veículos em CKD e SKD
Crédito da imagem: Divulgação

Nos últimos anos, porém, o cenário mudou rapidamente. Sem marcas nacionais fortes, o mercado brasileiro adotou postura mais aberta, facilitando a entrada de montadoras chinesas. Esse avanço foi impulsionado por impostos reduzidos para elétricos e híbridos, que só devem atingir 35% em julho, após uma reintrodução gradual iniciada em 2024.

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Nesse contexto, cresce o uso dos sistemas CKD e SKD, que reduzem custos, mas também diminuem o impacto industrial local. Até agora, entidades como Anfavea e Sindipeças são as principais vozes contrárias à expansão sem controle desses modelos. O receio é que a produção se torne mais superficial, com menor geração de empregos no país.

Executivos do setor, no entanto, defendem uma visão pragmática. Herlander Zola, da Stellantis na América do Sul, afirma que, se esse modelo for competitivo, será adotado. Segundo ele, garantir rentabilidade e atrair investimentos é essencial para a sobrevivência da indústria, mesmo que isso signifique usar estratégias semelhantes às dos concorrentes.

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Na prática, algumas montadoras já se movimentaram. Parcerias com empresas chinesas levaram grupos como Stellantis, Renault e GM a adotarem CKD e SKD em baixa escala, principalmente para veículos eletrificados. Como esses modelos ainda representam cerca de 6% das vendas, o impacto no emprego é considerado limitado, ao menos por enquanto.

Enquanto o setor discute seu futuro produtivo, o avanço tecnológico segue em ritmo acelerado. Um exemplo é o Porsche 911 Turbo S, que combina motor 3.6 biturbo com sistema híbrido de 400 V para alcançar 711 cv e acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Com melhorias aerodinâmicas, novos sistemas de chassi e freios mais robustos, o modelo mostra que inovação e desempenho continuam no centro da indústria — independentemente do modelo de produção adotado.

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