Santana espanhol volta ao mercado com apoio chinês e base da Nissan Frontier

A histórica marca espanhola Santana volta ao mercado com picapes 400D e 400 PHEV, fruto de joint venture chinesa e base Nissan Frontier. Conheça os detalhes!
Santana espanhol volta ao mercado com apoio chinês e base da Nissan Frontier
Crédito da imagem: Divulgação

Resumo da Notícia

  • A marca espanhola Santana renasce com o apoio de uma joint venture liderada pela chinesa Zhengzhou Nissan (grupo Dongfeng).
  • Os primeiros modelos são as picapes Santana 400D (diesel) e 400 PHEV (híbrida plug-in), baseadas na Dongfeng Z9 e com elementos da Nissan Frontier.
  • A produção será na antiga fábrica de Linares, na Espanha, visando o mercado europeu e a estratégia de evitar tarifas de importação.
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Num mercado cada vez mais globalizado, marcas que pareciam condenadas ao passado voltam à cena impulsionadas pelo capital e pela estratégia das montadoras chinesas. A espanhola Santana é mais um desses casos emblemáticos: um nome histórico do fora de estrada europeu que reaparece agora ancorado em picapes modernas, eletrificação e alianças internacionais.

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Fundada em 1956, na Andaluzia, a Santana construiu reputação ao fabricar Land Rovers sob licença e, mais tarde, modelos Suzuki como Samurai, Vitara e Jimny. Chegou a desenvolver veículos próprios, usados inclusive por forças militares, mas sucumbiu à queda nas vendas e à crise financeira, encerrando a produção em 2011 como a última fabricante de capital 100% espanhol.

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O renascimento da marca acontece por meio de uma joint venture liderada pela chinesa Zhengzhou Nissan, do grupo Dongfeng, com apoio da Anhui Coronet Tech. A operação retoma a antiga fábrica de Linares, agora rebatizada de Santana Factory, numa estratégia semelhante à usada por outras marcas chinesas para produzir localmente e driblar tarifas da União Europeia.

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Os primeiros frutos dessa nova fase são as picapes Santana 400D e 400 PHEV, versões rebatizadas da Dongfeng Z9. Ambas compartilham design, interior tecnológico e pacote completo de assistência ao motorista, com destaque para a tela central de 14,6 polegadas e acabamento voltado ao uso misto, profissional e familiar.

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A 400D aposta no motor diesel 2.3 turbo de 190 cv e 500 Nm, com câmbio manual ou automático, enquanto a 400 PHEV combina um 1.5 turbo a gasolina com propulsão elétrica. O conjunto híbrido entrega até 435 cv, acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 6,6 segundos e pode rodar mais de 120 km em modo elétrico, dependendo da bateria.

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A tração integral inteligente, com caixa BorgWarner MLOCK, reforça a vocação off-road das picapes, permitindo uso automático no dia a dia e bloqueio mecânico em situações extremas. A promessa é unir robustez clássica, herdada da tradição da marca, com soluções modernas de eficiência e eletrônica embarcada.

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Na Europa, os preços partem de cerca de € 30 mil na versão híbrida e chegam a € 44.700 na diesel, posicionando a Santana frente a rivais consagradas como a Ford Ranger. Com concessionárias já nomeadas e exportações previstas para países como Portugal, Itália e Andorra, a marca aposta que sua segunda vida será mais duradoura do que a primeira.

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