Mais de 20 lojas da Qiancheng, uma das maiores redes de concessionárias da BYD na China, fecharam as portas repentinamente na região leste do país. A medida pegou de surpresa milhares de clientes, que agora estão sem suporte técnico e atendimento para seus veículos.
O fechamento das unidades tem gerado grande indignação entre os consumidores. Muitos deles estão se organizando para acionar a Justiça e buscar reparação por prejuízos, especialmente relacionados a um seguro diferenciado vendido pelas lojas.

Segundo relatos, os vendedores ofereciam uma “garantia conjunta de três anos”, que custava até 15 mil yuan (cerca de R$ 11,7 mil) pagos na hora da compra do carro. A promessa era de que parte do valor seria devolvida após dois ou três anos, o que não tem acontecido. Desde abril, clientes tentam sem sucesso receber o reembolso e encontram as concessionárias abandonadas.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
A Qiancheng foi fundada em 2014 e cresceu rapidamente. Em seu auge, chegou a ter 1.200 funcionários, 3 bilhões de yuan (R$ 2,3 bilhões) em vendas anuais e mais de 20 lojas, tornando-se a principal representante da BYD na província de Shandong.
O sucesso foi tanto que, em abril do ano passado, o próprio presidente da BYD, Wang Chuanfu, visitou a concessionária de Jinan, considerada a número um da marca na Grande China.
Apesar do prestígio, a empresa já enfrentava dificuldades financeiras. Ex-funcionários afirmam que a Qiancheng começou a atrasar salários no início de 2024 e acumulou até seis meses de dívidas com os colaboradores.

Em nota à imprensa chinesa, a BYD declarou que os problemas financeiros da rede foram causados pela expansão acelerada e pela alavancagem dos negócios da Qiancheng. A Qiancheng, por sua vez, alega que as mudanças na política de concessionárias da BYD colocaram uma pressão significativa no fluxo de caixa do grupo.
