A Beijing Hyundai revelou as primeiras imagens do interior do Elexio, seu primeiro SUV 100% elétrico. O modelo é fruto de um projeto com equipe e fornecedores locais, pensado especialmente para o mercado chinês, onde deve chegar no terceiro trimestre de 2025. Com foco na eletrificação, o Elexio simboliza uma nova fase da marca no país.
O SUV foi apresentado ao público pela primeira vez durante o Salão de Xangai, em abril, mas os detalhes técnicos só vieram à tona após sua estreia global em maio. Ele utiliza a moderna plataforma elétrica E-GMP, mesma de outros modelos da marca, e chega em um momento de retomada das joint ventures estrangeiras na China. Além disso, a Nissan planeja exportar veículos elétricos fabricados na China a partir de 2026.

Por dentro, o Elexio impressiona com uma tela dupla de 27 polegadas em resolução 4K e alto brilho. O volante multifuncional traz comandos tipo “borboleta” que permitem ajustar o nível de regeneração de energia e ativar o modo de condução com apenas um pedal, aumentando o conforto e a eficiência.
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O interior também aposta na praticidade: são 29 espaços para armazenar objetos, carregamento sem fio para motorista e passageiro ao mesmo tempo, além de porta-copos ajustáveis e uma caixa de privacidade deslizante no console central. Modelos como o SUV G7 da Xpeng também estão ganhando destaque no mercado.

O SUV já teve o pedido de licença de vendas feito na China e estará disponível com tração dianteira (FWD) ou integral (AWD). A versão FWD tem motor de 160 kW, enquanto a AWD soma um motor traseiro de 73 kW, totalizando 233 kW (312 cv).
Ambas as configurações chegam a 185 km/h, com autonomia estimada de até 700 km no ciclo CLTC, graças à bateria LFP fornecida pela FinDreams, da BYD.

Com tecnologia moderna, bom alcance e um pacote completo de equipamentos, o Elexio chega para disputar espaço com rivais como o Xiaomi YU7, que já acumula cerca de 300 mil pedidos na China. A Hyundai aposta que o modelo será peça-chave para recuperar terreno no mercado local de veículos elétricos. É importante lembrar que a Nio encerrou a joint venture com a JAC recentemente.
