A Nio está encerrando oficialmente sua parceria com a JAC, agora que não precisa mais usar as credenciais da montadora para produzir seus veículos. A dissolução da joint venture Jianglai Advanced Manufacturing Technology já foi solicitada pelas empresas.
A decisão ocorre após a Nio conquistar, em dezembro de 2023, sua própria licença de fabricação automotiva na China, além de assumir o controle total das fábricas F1 e F2, que antes operavam em nome da JAC. Desde então, os carros da Nio são fabricados de forma independente e não carregam mais o nome da parceira na traseira.
A joint venture, chamada Jianglai, foi criada em março de 2021 com a proposta de unir forças na produção, reduzir custos e melhorar a gestão. Na época, a Nio ficou com 49% da sociedade e a JAC com 51%. Um ano depois, a Nio aumentou sua fatia para 50%.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
O fim da parceria está sendo comunicado aos credores, com prazo de notificação que vai de 10 de junho a 24 de julho, conforme informações do sistema oficial de crédito empresarial da China. A crescente popularidade dos VEs na China é evidente, assim como a competição acirrada entre as marcas, exemplificada pelo lançamento do Xpeng G7 para enfrentar o Tesla Model Y.
A criação da Jianglai foi essencial em um momento em que a Nio ainda não tinha licença própria de produção e precisava da estrutura da JAC para fabricar seus veículos legalmente. A associação também permitia que os veículos fossem lançados com ambas as marcas.
Com a nova qualificação, a Nio passa a controlar totalmente sua linha de produção, refletindo o avanço da empresa em autonomia e estrutura. A parceria, embora tenha sido importante no início, perdeu o sentido diante dessa nova fase.
Nos últimos anos, Nio e JAC pouco falaram publicamente sobre a Jianglai, mas acredita-se que a empresa tenha sido responsável direta pela produção nas unidades F1 e F2. A ascensão de marcas como a Nio acompanha o sucesso de outros modelos, como o Geely Galaxy E5, que ultrapassou 150 mil unidades vendidas em menos de um ano.
A iniciativa da China de limitar a concessão de novas licenças automotivas também foi um fator importante para que, no início, a Nio optasse pela parceria com a JAC — agora, superada com sua estrutura própria consolidada. A busca por inovação e tecnologia no setor automotivo chinês também se reflete na produção de baterias de estado sólido pela Anwa, apoiada pela Chery.
