Mercedes-Benz é penalizada em R$ 124 milhões na Coreia do Sul por declarações enganosas sobre baterias

Mercedes-Benz é multada em R$ 124 milhões na Coreia do Sul por enganar consumidores sobre a origem das baterias de seus carros elétricos EQE e EQS. Entenda o caso e as implicações para a montadora.
Mercedes-Benz é penalizada em R$ 124 milhões na Coreia do Sul por declarações enganosas sobre baterias
Crédito da imagem: Mercedes-Benz

Resumo da Notícia

  • A Mercedes-Benz foi multada em R$ 124,3 milhões pela autoridade antitruste da Coreia do Sul.
  • A montadora é acusada de enganar consumidores sobre a origem das baterias de carros elétricos EQE e EQS.
  • A Comissão de Comércio Justo da Coreia (FTC) descobriu que a Mercedes-Benz informava o uso de baterias CATL, mas parte dos veículos usava Farasis Energy.
  • A investigação foi intensificada após um carro elétrico da Mercedes pegar fogo em Incheon, revelando o uso de baterias Farasis.
  • Cerca de 3 mil veículos com baterias Farasis foram vendidos na Coreia do Sul entre junho de 2023 e agosto de 2024.
  • A CATL é líder mundial em baterias, enquanto a Farasis Energy não está entre as dez maiores fabricantes do segmento.
  • A multa é a máxima permitida por lei para esse tipo de infração, e o caso será encaminhado ao Ministério Público.
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A autoridade antitruste da Coreia do Sul aplicou uma multa pesada contra a Mercedes-Benz após concluir que a montadora teria enganado consumidores sobre a origem das baterias usadas em parte de seus carros elétricos.

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A penalidade soma 11,2 bilhões de won, cerca de R$ 124,3 milhões, e marca mais um capítulo na crescente fiscalização sobre o mercado de carros elétricos. O caso envolve divergências entre o que era informado aos concessionários e o que realmente equipava alguns modelos da marca.

Mercedes-Benz é penalizada em R$ 124 milhões na Coreia do Sul por declarações enganosas sobre baterias
Crédito da imagem: Mercedes-Benz

Segundo a Comissão de Comércio Justo da Coreia (FTC), a empresa distribuiu orientações internas de vendas afirmando que todos os modelos elétricos EQE e EQS utilizavam células produzidas pela fabricante chinesa CATL, líder mundial no setor. Essas diretrizes eram usadas pelos concessionários como base para apresentar os veículos aos clientes. O problema é que parte dos carros utilizava baterias de outra fornecedora.

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A investigação apontou que alguns veículos foram equipados com células fabricadas pela também chinesa Farasis Energy. Essa informação, de acordo com o órgão regulador, não aparecia no material interno de vendas e acabou sendo omitida tanto das concessionárias quanto dos consumidores finais. Para a autoridade, a prática configura publicidade enganosa e distorce a decisão de compra.

As suspeitas ganharam força após um incidente ocorrido em agosto de 2024, quando um carro elétrico da Mercedes pegou fogo em um estacionamento subterrâneo na cidade de Incheon. Durante a apuração, as autoridades descobriram que as células da bateria do veículo envolvido no incêndio eram produzidas pela Farasis. A revelação levou à abertura de uma investigação mais ampla sobre o tema.

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De acordo com o relatório oficial, cerca de 3 mil veículos equipados com baterias da Farasis foram vendidos entre junho de 2023 e agosto de 2024 na Coreia do Sul. As vendas desses modelos somaram aproximadamente 281 bilhões de won, o equivalente a cerca de R$ 3,12 bilhões. Esse volume ajudou a dimensionar o impacto comercial da prática investigada.

No mercado global de baterias para carros elétricos, a diferença de peso entre as duas fornecedoras é significativa. Em 2025, a CATL respondia por cerca de 39% do mercado mundial, segundo a consultoria SNE Research, consolidando-se como líder absoluta do setor. Já a Farasis Energy sequer aparecia entre as dez maiores fabricantes do segmento.

Diante das conclusões, a FTC aplicou a multa máxima permitida por lei para esse tipo de infração, equivalente a cerca de 4% das vendas relacionadas ao caso. O órgão também informou que a matriz da Mercedes na Alemanha e sua subsidiária sul-coreana deverão pagar a penalidade em conjunto. Além disso, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que poderá avaliar eventuais responsabilidades criminais.

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