Ford e Xiaomi negam tratativas para joint venture de carros elétricos nos EUA

Ford e Xiaomi desmentem rumores de parceria para produção de carros elétricos nos EUA. Entenda os motivos e o cenário do mercado automotivo.
Jim Farley chama picapes chinesas de “animais diferentes” e questiona competitividade
Crédito da imagem: © A. Krivonosov

Resumo da Notícia

  • Rumores sobre uma possível joint venture entre Ford e Xiaomi para a produção de carros elétricos nos Estados Unidos ganharam força.
  • A notícia, divulgada inicialmente pelo Financial Times, apontava para conversas preliminares entre as duas empresas.
  • Tanto a Ford quanto a Xiaomi negaram categoricamente a existência de qualquer negociação em andamento para a criação de uma joint venture.
  • As negativas ganham peso diante do ambiente regulatório nos Estados Unidos, com tarifas elevadas sobre carros chineses.
  • Executivos da Ford já reconheceram publicamente a qualidade da tecnologia chinesa em veículos elétricos.
  • A Xiaomi lançou seu primeiro carro elétrico em 2024 e outras montadoras chinesas expandem-se globalmente.
  • Apesar disso, a fabricante chinesa reforçou que não vende produtos nem serviços nos Estados Unidos no momento.
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Em meio à disputa global pelo avanço dos carros elétricos, rumores sobre alianças improváveis costumam surgir com força. Foi o que aconteceu após a circulação de informações sugerindo uma parceria entre a Ford e a chinesa Xiaomi para produzir veículos elétricos nos Estados Unidos — versão que rapidamente ganhou repercussão no mercado.

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A história, publicada inicialmente pelo Financial Times com base em fontes próximas ao assunto, apontava para conversas preliminares entre as duas empresas. A possibilidade chamou atenção por envolver uma montadora americana tradicional e uma gigante chinesa de tecnologia em um cenário político cada vez mais sensível.

Ford e Xiaomi negam tratativas para joint venture de carros elétricos nos EUA
Crédito da imagem: Xiaomi

Pouco depois, porém, tanto a Ford quanto a Xiaomi trataram de desmentir a informação. As duas companhias afirmaram, de forma categórica, que não existe qualquer negociação em andamento para a criação de uma joint venture voltada à produção de veículos elétricos em solo americano.

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As negativas ganham peso diante do ambiente regulatório nos Estados Unidos, marcado por tarifas elevadas sobre carros chineses e restrições ao uso de softwares e hardwares de origem chinesa em veículos conectados. Esse contexto tem limitado, ao menos oficialmente, a atuação direta dessas empresas no mercado local.

Ainda assim, o interesse mútuo não é exatamente um segredo. Executivos da Ford já reconheceram publicamente a qualidade da tecnologia chinesa em veículos elétricos, e o próprio CEO da montadora, Jim Farley, chegou a importar um Xiaomi SU7 para uso pessoal, gesto que alimentou especulações.

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A Xiaomi, por sua vez, entrou recentemente no setor automotivo, lançando seu primeiro carro elétrico em 2024, enquanto outras montadoras chinesas, como a BYD, oferece descontos de até R$ 28 mil e acirra sua expansão em mercados como Europa, Sudeste Asiático e América Latina, muitas vezes com produção local.

Apesar disso, a fabricante chinesa reforçou que não vende produtos nem serviços nos Estados Unidos no momento. A Ford adotou tom semelhante, classificando a reportagem como infundada — posição confirmada também por informações da Reuters, encerrando, ao menos por agora, o capítulo dos rumores.

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