Desmanche da Stellantis em SP atinge marca de 600 veículos desmontados em meio ano

Stellantis revoluciona o fim de vida dos carros com centro de desmontagem em Osasco. Mais de 9 mil peças reaproveitadas e 80% das vendas online.
Desmanche da Stellantis em SP atinge marca de 600 veículos desmontados em meio ano
Crédito da imagem: Stellantis

Resumo da Notícia

  • A Stellantis inaugurou um centro de desmontagem veicular em Osasco (SP), focado em economia circular.
  • Nos primeiros seis meses, a planta desmontou cerca de 600 veículos, sendo a primeira do grupo na América do Sul.
  • Mais de 9 mil peças foram reaproveitadas, com mais de 4 mil já vendidas, 80% delas pelo Mercado Livre.
  • As peças vendidas recebem nota de qualidade e são rastreadas, com preços até 50% menores que as novas.
  • O processo inclui descontaminação e destinação correta de resíduos, com 334 toneladas de aço e alumínio recicladas.
  • A capacidade anual é de até 8 mil veículos, com expansão gradual prevista.
  • O mercado de peças de carros fora de circulação no Brasil tem potencial estimado em R$ 2 bilhões anuais.
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A indústria automotiva começa a olhar para o fim da vida útil dos carros com outros olhos. Em vez de sucata, enxerga oportunidade. É nessa lógica que a Stellantis decidiu transformar veículos fora de uso em peças, matéria-prima e um novo braço de negócios no Brasil.

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Nos primeiros seis meses de funcionamento do Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças, em Osasco (SP), cerca de 600 veículos foram desmontados. A unidade é a primeira do grupo fora da Europa e marca a estreia de uma planta dedicada à economia circular na América do Sul. O investimento para tirar o projeto do papel foi de R$ 13 milhões.

Desmanche da Stellantis em SP atinge marca de 600 veículos desmontados em meio ano
Crédito da imagem: Stellantis

Desse volume, mais de 9 mil peças em condições de uso foram reaproveitadas. Após triagem e recondicionamento, mais de 4 mil já chegaram ao consumidor. Aproximadamente 80% das vendas ocorreram por meio da loja oficial da marca no Mercado Livre, mostrando a força do ambiente digital nesse mercado.

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Os preços variam conforme estado, demanda e disponibilidade, podendo custar até metade do valor de uma peça nova. Cada item recebe nota de 1 a 10, e apenas componentes avaliados entre 5 e 10 vão para venda. As peças saem identificadas, rastreadas e com etiqueta vinculada aos registros do Detran.

O processo começa com a chegada de carros sinistrados ou em fim de vida útil, geralmente adquiridos em leilões. Antes da desmontagem, os veículos passam por descontaminação completa, com retirada de fluidos e separação técnica dos materiais. Só então seguem para a desmontagem sistematizada e classificação item por item.

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Em pouco mais de 180 dias, mais de 360 toneladas de resíduos tiveram destinação correta. Desse total, cerca de 334 toneladas eram aço e alumínio, além de 26 toneladas de plástico e 1,8 tonelada de cobre. Também foram recolhidos e tratados 2,5 mil litros de óleo automotivo, evitando descarte irregular.

Embora a capacidade projetada seja de até 8 mil veículos por ano em três turnos, a operação ainda funciona em ritmo inicial, com um único turno. Segundo a empresa, a expansão será gradual, acompanhando a formação de um ecossistema legal de fornecimento.

Em um país onde apenas 1,5% dos cerca de 2 milhões de carros que saem de circulação anualmente têm destino adequado, o desafio é grande — mas o potencial econômico, estimado em até R$ 2 bilhões por ano, também é.

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