BYD planeja produção 100% europeia de elétricos até 2028

Mesmo com vendas acima de 4,2 milhões em 2024, a BYD enfrenta ajustes no mercado chinês após anos de forte expansão

Resumo da Notícia

  • A BYD aposta em fábricas na Hungria e Turquia para reduzir tarifas e atender à demanda europeia. A meta é produzir localmente todo o volume necessário para o continente em até três anos.
  • A montadora acelera o lançamento de novos híbridos plug-in, tecnologia que já lidera vendas em países como o Reino Unido. A BYD prevê que os PHEVs ultrapassarão os elétricos puros em breve.
  • A estratégia inclui a chegada da marca de luxo Yangwang à Europa em 2027, ampliando sua presença em nichos de maior valor. A pressão regulatória e tarifas europeias já estão no cálculo da expansão, que segue inalterada.
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A ofensiva global da BYD ganha novos contornos à medida que a montadora chinesa redefine sua estratégia para o mercado europeu. Em meio a tarifas mais rígidas e a um cenário de competição cada vez mais acirrada, a companhia aposta em produção local, expansão de portfólio e no fortalecimento de seus híbridos plug-in para manter o crescimento fora da China.

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Durante o Salão Internacional da Mobilidade, em Munique, a vice-presidente executiva Stella Li afirmou que a empresa vive um momento de reorganização. Segundo ela, após anos de expansão acelerada, o grupo atravessa uma fase de ajustes em suas vendas domésticas, mas sustenta resultados robustos. A executiva diz que o desempenho segue dentro do esperado.

Com mais de 4,2 milhões de veículos vendidos em 2024 — dez vezes mais que em 2019 —, a BYD enfrenta recentes quedas no mercado chinês, algo que Li considera natural após um ciclo prolongado de crescimento. Apesar disso, ela destaca que a empresa permanece líder em seu país. A expectativa é que a retomada do avanço venha justamente de fora da China.

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Esse impulso internacional passa, principalmente, pela Europa. A empresa já ergue uma fábrica na Hungria, prevista para operar ainda este ano, e planeja iniciar a produção na Turquia em 2026. O objetivo é claro: atender à demanda local e reduzir o impacto das tarifas impostas pela União Europeia a veículos elétricos fabricados na China.

Segundo Li, a BYD quer se tornar “mais europeia” na forma de produzir e distribuir seus carros no continente. A executiva estima que, em até três anos, toda a fabricação necessária para suprir o mercado europeu poderá ser realizada em território local. Com isso, a montadora espera contornar barreiras comerciais e acelerar sua expansão.

Enquanto prepara sua estrutura industrial, a companhia intensifica o lançamento de híbridos plug-in, tecnologia que vem ganhando espaço entre consumidores europeus. A BYD deve apresentar mais três ou quatro modelos PHEV nos próximos meses, e Li projeta que essa categoria ultrapasse as vendas dos elétricos puros em pouco tempo. Em países como o Reino Unido, eles já lideram o portfólio da marca.

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A estratégia também envolve diversificar sua presença no segmento premium. A marca de luxo Yangwang está confirmada para chegar ao mercado europeu em 2027, ampliando a atuação da BYD em nichos de maior valor agregado. A empresa aposta que a combinação de híbridos, elétricos e modelos de alto padrão fortalecerá sua posição no continente.

A pressão regulatória europeia, marcada por tarifas sobre carros chineses devido a suposto subsídio estatal, não deve frear os planos da montadora. Li afirma que a política comercial da UE foi incorporada aos cálculos da empresa e que a expansão segue no ritmo original. Para ela, o momento é de adaptação, não de retração.

Com o crescimento internacional ganhando protagonismo, a BYD acredita que 2025 será impulsionado especialmente pelo mercado externo. Entre a ampliação de fábricas, a chegada de novos produtos e a consolidação dos híbridos plug-in, a montadora reforça que está pronta para disputar espaço na Europa com estruturas locais, portfólio diversificado e ambição crescente.

Fonte: Reuters 

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