BYD, Chery e GWM entram na briga pela antiga fábrica da Nissan-Mercedes no México

Chinesas BYD, Chery e GWM entram na briga pela fábrica da Nissan-Mercedes no México. Entenda a disputa e seus impactos no mercado automotivo.
BYD, Chery e GWM entram na briga pela antiga fábrica da Nissan-Mercedes no México
Crédito da imagem: Divulgação

Resumo da Notícia

  • BYD, Chery e GWM estão entre as interessadas na fábrica da COMPAS no México.
  • A unidade, uma joint venture entre Nissan e Mercedes-Benz, será fechada em 2026.
  • A compra de uma fábrica pronta encurta caminhos para a produção regional.
  • O México enfrenta desaceleração na produção devido a políticas tarifárias.
  • A participação de fabricantes chinesas no México cresceu significativamente.
  • A disputa reflete a expansão comercial das marcas chinesas na América Latina.
  • A possível venda pode consolidar uma nova etapa na transformação global do mercado.
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A possível venda da fábrica da COMPAS, no México, virou peça central de um movimento maior que redesenha o mapa da indústria automotiva na América do Norte. O interesse de montadoras chinesas na unidade sinaliza uma estratégia clara: produzir mais perto do mercado e reduzir a exposição a barreiras comerciais. O que está em jogo vai além de uma simples aquisição industrial.

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Entre as finalistas na disputa estão as chinesas BYD, Geely, Chery e Great Wall Motor. A unidade pertence à COMPAS, joint venture criada por Nissan e Mercedes-Benz. Também há relatos de que a vietnamita VinFast avançou nas negociações.

BYD, Chery e GWM entram na briga pela antiga fábrica da Nissan-Mercedes no México
Crédito da imagem: Divulgação

Inaugurada em 2017, a planta será fechada em maio de 2026, em meio às mudanças de mercado e às pressões tarifárias. Com capacidade para produzir até 230 mil veículos por ano, a fábrica tornou-se um ativo estratégico. Ao todo, nove empresas teriam sido sondadas para participar do processo.

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No fim do ano passado, veículos da imprensa mexicana já apontavam a BYD como uma das interessadas mais fortes. Além dela, a chinesa SAIC Motor também apareceu em discussões preliminares. Até o momento, nenhuma das companhias envolvidas comentou oficialmente o processo.

O pano de fundo dessa corrida é o novo ambiente comercial da região. Historicamente voltado à exportação para os Estados Unidos, o México enfrenta desaceleração na produção após políticas tarifárias mais rígidas. Nesse contexto, produzir localmente sob as regras do USMCA pode significar vantagem competitiva.

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Diferentemente de projetos anteriores para construir fábricas do zero — muitos travados por entraves regulatórios — a compra de uma estrutura já pronta encurta caminhos. Para marcas como a BYD, que enfrentaram atrasos em planos próprios no país, assumir a COMPAS pode acelerar a entrada definitiva na produção regional.

O avanço chinês acompanha a expansão comercial dessas marcas na América Latina. No México, a participação das fabricantes chinesas saltou de níveis residuais em 2020 para cerca de 10% das vendas em 2025. Se uma delas vencer a disputa, estabelecerá uma base industrial relevante fora da Ásia, consolidando uma nova etapa dessa transformação global.

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