Resumo da Notícia
No trânsito cada vez mais congestionado das grandes cidades, a buzina virou símbolo de pressa, ansiedade e, muitas vezes, irritação. O que poucos motoristas sabem é que esse hábito comum pode pesar no bolso e na carteira de habilitação. A legislação brasileira trata o assunto com mais rigor do que aparenta.
Criada para evitar acidentes, a buzina tem função bem definida no Código de Trânsito Brasileiro. Ela serve como alerta sonoro rápido e pontual, nunca como instrumento de cobrança, protesto ou desabafo emocional. Fora dessa finalidade, o simples toque pode virar infração.

O CTB permite o uso apenas em situações específicas: advertir pedestres ou outros condutores diante de risco iminente e, fora das áreas urbanas, sinalizar a intenção de ultrapassagem. Em todos os casos, o toque deve ser breve, objetivo e proporcional à situação.
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Qualquer uso diferente disso é considerado indevido. Buzinar em congestionamentos, pressionar o carro da frente, participar de buzinaços, comemorações ou insistir no som transforma o gesto em infração leve, com multa de R$ 88,38 e três pontos na CNH.
Há ainda restrições de horário e local. Entre 22h e 6h, a buzina só é tolerada para evitar acidentes, e placas de “Proibido buzinar”, comuns perto de hospitais e escolas, devem ser respeitadas em qualquer momento do dia.
Outro detalhe ignorado por muitos condutores é que a buzina é equipamento obrigatório. Se estiver com defeito, falhando ou fora dos padrões sonoros definidos pelo Contran, a infração passa a ser grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e retenção do veículo para regularização.
Especialistas em trânsito alertam que o uso exagerado do som não resolve engarrafamentos e ainda aumenta o estresse coletivo. Além de infração de trânsito, o excesso contribui para a poluição sonora, problema cada vez mais combatido nas áreas urbanas.

A fiscalização pode ocorrer por agentes de trânsito, operações específicas ou em locais com histórico de reclamações. Como toda autuação, é possível recorrer, desde que haja inconsistências no auto ou situações que justifiquem o uso da buzina como medida preventiva.
No fim das contas, a regra é simples e eficaz: buzine apenas para evitar um acidente. Fora disso, o gesto deixa de ser aliado da segurança e passa a ser ruído desnecessário, multa certa e mais um elemento de conflito em um trânsito que já pede calma.
