Recém-Habilitado? Coisas que você precisa saber antes de dirigir

Confira orientações fundamentais para motoristas recém-habilitados, desde o posicionamento correto na faixa até técnicas de direção defensiva e segurança.
Recém-Habilitado? Coisas que você precisa saber antes de dirigir
Crédito da imagem: Advocacia Jacobi

Resumo da Notícia

  • Aprender a dirigir exige atenção a detalhes que vão além da operação básica do veículo.
  • O posicionamento correto na faixa e o comportamento em rotatórias são cruciais para evitar acidentes.
  • Técnicas de frenagem suave e manutenção de distância segura ajudam a reduzir o estresse no trânsito.
  • O uso de celulares ao volante e a distração são apontados como os maiores riscos atuais nas vias.
  • Carros elétricos exigem atenção redobrada devido ao torque instantâneo e ao silêncio do motor.
  • A direção defensiva baseia-se na antecipação de riscos e na leitura constante do ambiente urbano.
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Aprender a dirigir vai muito além de acelerar, frear e trocar de faixa. Em uma aula prática dentro de um carro elétrico automático, um instrutor parceiro do Fipe carros mostrou que detalhes aparentemente simples podem evitar acidentes, reduzir o estresse no trânsito e aumentar a segurança de motoristas iniciantes no dia a dia.

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Durante o percurso, uma das primeiras orientações foi sobre posicionamento na faixa. O instrutor explicou que o motorista deve usar os retrovisores como referência constante para entender se está centralizado ou “comendo faixa”, algo muito comum entre condutores recém-habilitados e também experientes.

Segundo ele, quando o carro fica muito próximo da faixa da direita, o ideal é corrigir suavemente o volante para recuperar o centro da pista. Já quando sobra espaço excessivo de um lado do veículo, isso indica que o carro provavelmente está apertando o outro lado da via sem o motorista perceber.

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Crédito da imagem: BYD

Outro ponto bastante reforçado foi o comportamento correto em retornos e rotatórias. O instrutor explicou que muitos acidentes acontecem porque condutores tentam mudar de faixa durante a curva, aumentando drasticamente o risco de atingir motociclistas escondidos no ponto cego.

A recomendação foi clara: se entrou pela esquerda, permaneça na esquerda até concluir o retorno. Se entrou pela direita, finalize pela direita. A troca de faixa deve acontecer apenas depois da curva, quando o veículo estiver novamente em linha reta e com melhor campo de visão.

Ao longo das dicas, o instrutor também destacou erros comuns causados pela falta de sinalização adequada em algumas vias. Em determinados retornos apagados ou sem pintura visível no asfalto, muitos motoristas acabam interpretando o espaço como faixa única, mesmo quando dois veículos conseguem passar simultaneamente.

Em avenidas movimentadas, o aluno recebeu orientações sobre como usar corretamente a desaceleração natural do carro automático e elétrico. Em vez de pisar no freio a todo momento, o ideal é aliviar o acelerador primeiro e deixar o próprio veículo reduzir a velocidade gradualmente.

A técnica ajuda a deixar a condução mais confortável, evita freadas bruscas e reduz o desgaste dos freios. Segundo Leandro, muitos iniciantes desenvolvem o hábito do “pé nervoso”, acionando o freio sem necessidade e criando insegurança para quem vem atrás.

Nas lombadas, a recomendação variou conforme o tipo e tamanho do veículo. No modelo compacto utilizado na aula, velocidades próximas de 10 km/h garantiram passagem mais suave e sem impactos excessivos na suspensão ou desconforto para os ocupantes.

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Outro ensinamento importante envolveu distância segura. Mesmo em congestionamentos, o instrutor alertou que colar no veículo da frente para impedir invasões de faixa é um erro perigoso. Manter espaço de reação continua sendo mais seguro do que dirigir pressionando outros carros.

O aluno comentou que já havia reduzido essa distância por medo de outros motoristas entrarem em sua frente. O instrutor reconheceu que isso acontece com frequência no trânsito urbano, mas reforçou que um erro alheio não justifica abrir mão da segurança.

O uso incorreto do celular apareceu diversas vezes durante o trajeto. Motoristas lentos, caminhões mudando de faixa sem sinalizar e até condutores distraídos foram observados enquanto utilizavam o aparelho ao volante, algo apontado como um dos maiores riscos atuais no trânsito.

O instrutor explicou ainda que cidades brasileiras já utilizam sistemas de videomonitoramento capazes de identificar infrações em tempo real. Em alguns casos, agentes acompanham as imagens ao vivo para confirmar irregularidades antes da emissão das multas.

Em relação aos semáforos, a orientação foi evitar decisões bruscas. Se o sinal amarelo surgir muito próximo do veículo, o mais seguro pode ser continuar o trajeto, evitando freadas repentinas que poderiam causar colisões traseiras.

Já em situações nas quais ainda exista distância suficiente, o correto é reduzir gradualmente e parar com tranquilidade. Segundo o instrutor, muitos alunos erram justamente por entrarem em pânico ao ouvir a frase “dá pra passar” e acabam freando de maneira agressiva.

A condução de carros elétricos também recebeu atenção especial. Por serem extremamente silenciosos e terem torque instantâneo, esses modelos podem ganhar velocidade rapidamente sem que o motorista perceba, principalmente para quem está acostumado ao barulho tradicional do motor a combustão.

O instrutor destacou que essa característica exige atenção redobrada ao velocímetro. Como o carro responde de forma imediata ao acelerador, é fácil ultrapassar o limite da via sem perceber, especialmente em avenidas largas e descidas leves.

Durante a aula, houve ainda alerta sobre cargas mal acomodadas em veículos utilitários. Em determinado momento, o instrutor decidiu orientar o aluno a ultrapassar um carro que transportava objetos balançando perigosamente, classificando a situação como uma “tragédia anunciada”.

A preocupação com motociclistas apareceu em vários momentos do percurso. O instrutor comentou que muitos passam entre veículos até mesmo em curvas e retornos apertados, comportamento considerado extremamente arriscado para todos os envolvidos no trânsito.

Ao final, a principal mensagem deixada pelo instrutor foi que direção defensiva não depende apenas das regras de trânsito. Ela envolve leitura constante do ambiente, antecipação de riscos, interpretação do comportamento de outros motoristas e tomada de decisões calmas em situações de pressão.

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