Tarifas de Trump impactam exportações japonesas e ameaçam montadoras europeias

As políticas tarifárias adotadas pelo governo Trump têm gerado incertezas e impactos diretos nas exportações japonesas e europeias
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Crédito da imagem: @Teamtrump no Instagram
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As tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros estão mexendo com o mercado global e deixando montadoras em alerta. As políticas tarifárias adotadas pela administração Trump têm gerado incertezas e impactos diretos nas exportações japonesas e europeias.

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Dados do governo japonês mostram que, em abril, as exportações do país para os EUA caíram 1,8% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esse é o primeiro recuo desde dezembro e reflete a queda na demanda por veículos e equipamentos essenciais, como os usados na produção de chips.

Mesmo com essa queda específica, o Japão registrou um crescimento geral de 2% nas exportações. Ainda assim, o número veio abaixo dos 4% registrados em março, o que preocupa o governo. Tóquio tenta avançar nas negociações com Washington para evitar que os impactos se intensifiquem.

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A principal preocupação está nas tarifas previstas: uma geral de 24% e outra de 25% sobre veículos, aço e alumínio, válidas a partir de julho. O Japão produz cerca de 9 milhões de veículos por ano, sendo 1,5 milhão enviados aos EUA. Outros 1,4 milhão são exportados para o mercado americano via México e Canadá.

Especialistas, como Stefan Angrick, da Moody’s Analytics, alertam que qualquer mudança brusca nas regras comerciais pode afetar cadeias globais de suprimento. Para ele, as montadoras japonesas enfrentam um momento difícil e terão que repensar suas estratégias de produção e investimento.

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Na Europa, a possibilidade de tarifas de até 50% sobre produtos da União Europeia também preocupa. A medida, inicialmente prevista para 1º de junho, foi adiada para 9 de julho após uma conversa entre Trump e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

O CEO da Volvo já indicou que poderá suspender as exportações do SUV elétrico EX30, fabricado na Bélgica, caso não haja um acordo entre os EUA e a UE. O temor é que os custos tornem os modelos inviáveis no mercado norte-americano. Uma das montadoras que pode ser impactada é a Mitsubishi, como mostrado em Tarifas de Trump podem custar US$ 344 milhões à Mitsubishi, que avalia produção nos EUA.

Enquanto isso, o Reino Unido conseguiu um acordo com os EUA que limita as tarifas a 10% para suas montadoras. Isso irritou fabricantes americanos, que continuam sujeitos às tarifas mesmo produzindo em países do NAFTA, como México e Canadá.

O clima é de incerteza. Tanto o Japão quanto a União Europeia esperam evitar danos maiores por meio de novos acordos. Mas, por enquanto, a ameaça tarifária segue pressionando o setor automotivo e preocupando consumidores e empresas. A idade média da frota de veículos nos EUA, por exemplo, pode ser afetada.

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