A Mitsubishi estuda voltar a fabricar carros na América do Norte. A ideia é aproveitar uma planta da Nissan, parceira da montadora japonesa, para evitar os altos custos de construir uma nova fábrica do zero.
Essa possível retomada da produção local está sendo considerada por causa das tarifas comerciais que podem ser aplicadas aos carros importados. Como a Mitsubishi é a única montadora japonesa sem fábrica na região, ela acaba sendo mais afetada por essas medidas.

O CEO da empresa, Takao Kato, admitiu que produzir localmente “será extremamente importante no futuro”. Usar uma fábrica da Nissan, que também faz parte da aliança com a Renault, pode ser uma forma inteligente de dividir custos e reforçar a parceria.
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A Mitsubishi encerrou a fabricação nos EUA em 2015, quando vendeu sua antiga planta em Illinois para a Rivian. Desde então, depende totalmente da importação para atender ao mercado americano.
Com as tarifas propostas pelo ex-presidente Donald Trump, a montadora estima um aumento de até 344 milhões de dólares nos custos até março de 2026. Para contornar parte desse valor, a empresa quer cortar despesas e reajustar preços.
Cerca de 140 milhões de dólares devem ser compensados por meio de redução de incentivos e, principalmente, aumento nos preços dos veículos vendidos nos Estados Unidos.
Ainda não se sabe exatamente quanto os carros da Mitsubishi vão encarecer por lá, mas os ajustes podem seguir o exemplo de outras marcas, como a Ford, que já subiu preços em até 2 mil dólares em modelos como Maverick, Bronco Sport e Mustang Mach-E.
Além das tarifas, a Mitsubishi também prevê queda nas vendas globais por causa do clima de incerteza no comércio internacional. Só essa desaceleração pode representar uma perda de até 69 milhões de dólares.
Os lucros operacionais também devem encolher, com uma estimativa de queda de 270 milhões de dólares neste ano fiscal, segundo o jornal Nikkei Asia. Nesse cenário, voltar a produzir na região pode ser a saída para amenizar os impactos. Essa estratégia difere da Audi, que também considera produção local nos EUA para evitar tarifas, mas de forma mais independente.
