PL propõe taxar veículos para financiar transporte público

Descubra como o PL 3278/21 pode revolucionar o transporte público no Brasil. Entenda a proposta de taxar veículos para reduzir o custo das passagens e melhorar a qualidade do serviço. Saiba mais sobre as novas regras e o impacto para motoristas e usuários.
PL propõe taxar veículos para financiar transporte público
Crédito da imagem: Marcelo Pereira/SECOM

Resumo da Notícia

  • O PL 3278/21, que cria o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano, teve regime de urgência aprovado no Congresso Nacional.
  • A proposta visa permitir que estados e municípios criem novas fontes de receita extratarifárias para subsidiar o transporte público.
  • Entre as alternativas de financiamento estão taxas de congestionamento, cobrança por estacionamento e uso de aplicativos de transporte.
  • O objetivo é separar o custo operacional da tarifa, garantindo passagens mais baratas e serviços de melhor qualidade para os usuários.
  • A lei prevê transparência total nos custos, indicadores de qualidade e dados de operação, além de prioridade viária para coletivos.
  • A medida busca desestimular o uso de veículos individuais e promover a transição para ônibus elétricos.
  • Cada ente federativo terá que criar sua própria legislação para implementar as cobranças, que não são obrigatórias nacionalmente.
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O debate sobre mobilidade urbana no Brasil ganha novo capítulo com a possível criação de tributos ligados ao uso de carros em áreas urbanas. A medida busca financiar o transporte público e reduzir o peso das passagens para o usuário, inspirada em modelos internacionais como Londres e Estocolmo.

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O Congresso Nacional aprovou o regime de urgência para o PL 3278/21, que institui o Novo Marco Legal do Transporte Público Coletivo Urbano. O texto, de autoria do ex-senador Antonio Anastasia (PSD-MG), agora segue para votação no plenário da Câmara.

PL propõe taxar veículos para financiar transporte público
Crédito da imagem: Reprodução

O projeto permite que estados e municípios criem receitas extratarifárias para subsidiar ônibus, trens e metrôs. Entre as alternativas estão taxas de congestionamento, cobrança por uso de estacionamentos e aplicativos de transporte, além de exploração comercial de terminais.

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O objetivo central é separar o custo operacional do transporte da tarifa pública. Hoje, passagens cobrem quase toda a despesa, pressionando reajustes. Com a nova regra, o poder público completaria a diferença, garantindo passagens mais baratas e serviço de qualidade.

O texto estabelece transparência total: custos detalhados, bilhetagem, indicadores de qualidade e dados de operação deverão estar disponíveis ao público. A remuneração das empresas será ajustada conforme desempenho, incluindo pontualidade, limpeza e conforto.

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A lei prevê ainda prioridade viária para o coletivo, transição para ônibus elétricos e canais de denúncia de violência e assédio. Cobranças futuras terão caráter extrafiscal, voltadas a desestimular o uso de veículos individuais e financiar o transporte coletivo.

Apesar de gerar receio, não existe ainda taxa obrigatória nacional sobre trânsito ou estacionamento. Cada ente federativo precisará criar sua própria lei, com critérios claros e transparente, antes de aplicar qualquer cobrança aos motoristas.

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