Paraibana é a primeira a emitir CNH no novo modelo

Andreza Lima dos Santos, da Paraíba, é a primeira a emitir a CNH sob as novas regras federais.
Paraibana é a primeira a emitir CNH no novo modelo
Crédito da imagem: Detran-PB

Resumo da Notícia

  • Andreza Lima dos Santos, de 27 anos, da Paraíba, é a primeira brasileira a emitir a CNH sob as novas regras federais.
  • O novo modelo de CNH visa reduzir burocracia, custos e tempo no processo de habilitação, tornando-o mais acessível.
  • A flexibilização da obrigatoriedade de autoescolas (CFCs) permite aulas práticas com instrutores autônomos credenciados.
  • O processo de Andreza incluiu o uso do aplicativo CNH do Brasil para etapas teóricas e exames presenciais, demonstrando a integração tecnológica.
  • As novas regras também alteram a renovação da CNH, priorizando a versão digital e oferecendo gratuidade para bons condutores, enquanto o documento físico passa a ter taxas.
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A entrega da primeira CNH emitida pelas novas regras federais marca uma virada silenciosa, mas profunda, na forma como o Brasil forma seus condutores. Menos burocracia, mais tecnologia e custos reduzidos passam a redefinir um processo historicamente caro e demorado. O caso inaugural ocorreu na Paraíba e simboliza o alcance social da mudança.

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A protagonista é Andreza Lima dos Santos, de 27 anos, empregada doméstica, que concluiu todo o processo em João Pessoa poucos dias após o novo modelo entrar em vigor, em 10 de dezembro. Selecionada para o projeto-piloto, ela se tornou a primeira brasileira a receber a habilitação dentro do sistema reformulado. O documento autoriza a condução de motocicletas.

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Crédito da imagem: Governo de Goiás

Até então, o alto custo havia sido o principal obstáculo. Andreza admite que dirigia sem habilitação, por necessidade, convivendo com o medo constante das fiscalizações. Com as novas regras, decidiu tentar. “Antes era inviável. Agora ficou possível para quem trabalha e não pode perder dias nem dinheiro”, relatou.

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O caminho começou pelo aplicativo CNH do Brasil, onde ela realizou o cadastro, estudou o conteúdo teórico e avançou boa parte das etapas iniciais. Depois vieram os exames médicos e psicológicos, a prova teórica presencial e a emissão digital da Licença para Aprendizagem de Direção Veicular. Tudo integrado ao sistema federal.

As aulas práticas foram feitas com um instrutor autônomo credenciado, uma das principais novidades da legislação. A obrigatoriedade de passar exclusivamente pelos CFCs foi flexibilizada, assim como a carga mínima de aulas. A prova prática ocorreu no Detran, encerrando um processo concluído em tempo incomum para os padrões antigos.

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Segundo o Detran da Paraíba, primeiro do país a emitir uma CNH nesse formato, todas as etapas seguiram rigorosamente a nova legislação. As taxas estaduais somam R$ 290, incluindo provas, biometria e emissão do documento. Os exames de aptidão custaram R$ 160, pagos às clínicas credenciadas.

Além da formação inicial, o novo modelo altera também a lógica de renovação da CNH. A versão digital passa a ser prioritária e, para bons condutores, a renovação poderá ocorrer automaticamente e sem custo, pelo aplicativo. Já o documento físico deixa de ser gratuito e automático, ficando sujeito a taxas estaduais.

Para o Ministério dos Transportes, a mudança mira um problema histórico: milhões de brasileiros dirigindo sem habilitação. Em apenas uma semana, o aplicativo já havia sido baixado por mais de 19 milhões de pessoas. Para Andreza, o impacto é direto e concreto. “Agora, a gente pode andar dentro da lei”, resumiu.

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