Lotus avalia transferir produção para os EUA em meio a desafios financeiros

A medida drástica, que poderia resultar na demissão de aproximadamente 1.300 funcionários da fábrica de Hethel
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Crédito da imagem: Lotus
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A Lotus estuda fechar sua fábrica em Hethel, no Reino Unido, e transferir a produção para os Estados Unidos. A mudança, ainda em avaliação, pode resultar na demissão de até 1.300 funcionários e está ligada à crise financeira que a marca britânica enfrenta.

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Segundo reportagens, a nova sede fabril pode ser a planta da Volvo em Ridgeville, na Carolina do Sul, onde já são montados os modelos EX90 e Polestar 3. A decisão também ajudaria a evitar tarifas de importação impostas pelos EUA, mesmo com o acordo comercial existente com o Reino Unido.

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Em maio, a Lotus interrompeu a produção do modelo Emira, citando justamente o aumento das tarifas americanas. Além disso, rumores apontam que a empresa tem enfrentado dificuldades até para pagar fornecedores, agravando o cenário interno.

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No primeiro trimestre deste ano, a montadora teve um desempenho decepcionante: entregou apenas 1.274 veículos, queda de 42% em relação a 2023, e viu sua receita cair 46%, ficando em US$ 93 milhões. O prejuízo líquido foi ainda mais preocupante, totalizando US$ 183 milhões.

Para tentar reverter esse quadro, a Lotus aposta no lançamento de seu primeiro carro híbrido plug-in ainda em 2025. O modelo virá com a nova tecnologia Hyper Hybrid EV de 900V, revelada no final do ano passado. O mercado global tem visto outras montadoras enfrentando desafios, como a BYD reduzindo produção em fábricas chinesas.

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Essa inovação promete autonomia superior a 1.100 km, bem acima do alcance do SUV elétrico Eletre, que varia de 409 a 600 km no ciclo WLTP, dependendo da versão. É importante notar que outras montadoras também estão buscando alternativas, como a Honda delineando planos futuros com foco em híbridos e EVs até 2035.

O CEO da Lotus, Qingfeng Feng, reforçou que a empresa está analisando oportunidades estratégicas para expandir sua atuação global, especialmente no mercado norte-americano, onde vê maior potencial de crescimento.

Feng também reconheceu que a baixa demanda por modelos 100% elétricos tem sido um obstáculo, principalmente entre os fãs de carros esportivos. A aposta agora é aplicar a nova motorização híbrida tanto em SUVs como o Eletre e o Emeya quanto nos esportivos da marca.

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