A Honda traçou um novo rumo para seus lançamentos até 2035, ajustando sua estratégia global de eletrificação. A montadora vai dar mais atenção aos híbridos nos próximos anos, sem deixar de lado os carros 100% elétricos a longo prazo.
O primeiro passo dessa nova fase começa ainda em 2025, com o retorno do Honda Prelude. O cupê híbrido chega com visual esportivo e promete uma condução mais divertida com o modo “S+ Shift”, que simula trocas de marcha. Ele será vendido na América do Norte, Japão e Europa.

Ainda este ano, a Honda também deve lançar uma nova geração da Odyssey fabricada na China e exportada ao Japão. Esse modelo é diferente da minivan americana de mesmo nome e já está em fim de ciclo.
Outro destaque de 2025 será o WR-V elétrico (chamado Elevate na Índia), que ganhará uma versão 100% elétrica feita na Índia e exportada para o Japão. Esse SUV compacto poderá ser atualizado em 2028, com nova geração prevista para 2031.
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Em 2026, chegam atualizações importantes: o HR-V (conhecido como ZR-V na Europa) ganhará novidades tecnológicas, e o sedã City será renovado, mantendo os motores a combustão. Já o Fit (ou Jazz), receberá um facelift na China — embora ainda sem confirmação para outros mercados.
Para 2027, a marca prepara o lançamento de um novo carro movido a hidrogênio. O modelo será desenvolvido internamente após o fim da parceria com a GM. No mesmo ano, está prevista a nova geração do CR-V, incluindo suas versões chinesas (Breeze e Dongfeng CR-V) e o modelo europeu.
A partir de 2026, a Honda vai lançar a nova linha de elétricos Série 0, começando com o modelo Saloon. Em seguida, três SUVs elétricos chegarão entre 2027 e 2028. O Prologue, feito em parceria com a GM, também será atualizado em 2028, mas uma nova geração é improvável, já que a colaboração com a GM foi encerrada.
Entre 2027 e 2031, a marca pretende lançar 13 novos modelos híbridos globais. Eles virão com a nova geração do sistema e:HEV, com melhor eficiência, desempenho, segurança e menor custo de produção.
O Accord, apesar da queda nos sedãs nos EUA, segue forte na China. Ele deve ganhar um facelift em breve e uma nova geração no fim de 2027, com produção nos dois países.
O Pilot, SUV maior da marca, também está na fila para receber novidades. Um facelift deve chegar em breve, seguido por uma nova geração entre 2028 e 2029, provavelmente já como um SUV híbrido grande com foco em força e reboque.
A minivan Odyssey americana, vendida desde 2017, pode ganhar uma nova geração híbrida em 2028, abandonando o motor V6. A Honda Freed, lançada em 2024, deve receber um facelift em 2028 e uma nova geração em 2032.

Modelos vendidos no Sudeste Asiático, como o WR-V da Indonésia, Malásia e Tailândia, serão atualizados em 2026 e trocados até o fim da década. Já o Honda Amaze, lançado na Índia em 2024, só deve ser substituído depois de 2030.
Na China, a marca continua investindo em elétricos com os sedãs GT e os SUVs Ye P7 e S7, criados por suas joint ventures com Dongfeng e GAC. O S7, por exemplo, chega para disputar mercado com o Tesla Model Y. Por ora, não há previsão desses modelos fora da China.
O Honda N-Box, líder de vendas no Japão entre os “kei cars”, deve ganhar uma versão elétrica em breve e passar por uma reformulação completa no fim da década. A geração atual foi lançada em 2023 e segue vendendo mais de 200 mil unidades por ano.
Para fechar, a Honda decidiu reduzir os investimentos em eletrificação de 10 para 7 trilhões de ienes (cerca de US$ 48 bilhões) até 2031. A expectativa é que os elétricos representem menos de 30% das vendas globais da marca até 2030 — um sinal de que os híbridos continuarão com papel central na estratégia da montadora.
