Governo define preço máximo de R$ 180 para exames da CNH em todo o Brasil

Governo federal estabelece preço máximo de R$ 180 para exames da CNH. Medida visa reduzir custos e desigualdades em todo o país.
Câmara analisa proposta de habilitação para menores de 18 anos
Crédito da imagem: Governo de Goiás

Resumo da Notícia

  • O governo fixou em R$ 180 o valor máximo para os exames médico e psicológico da CNH em todo o país, buscando reduzir desigualdades e custos considerados abusivos.
  • Antes, cada Detran definia seus preços, o que gerava grandes variações entre estados e colocava o Brasil entre os países com habilitação mais cara do mundo.
  • O teto vale para a soma dos dois exames, exigindo que médicos e psicólogos dividam o montante, sem regra fixa sobre quanto cabe a cada avaliação.
  • Entidades médicas e psicológicas criticam a medida e prometem ação judicial, enquanto motoristas já podem cobrar o novo valor, mesmo em um cenário inicial de ajustes.
Continua após a publicidade

O governo federal estabeleceu um teto nacional para os exames obrigatórios da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), uma mudança que promete reduzir desigualdades e aliviar o bolso dos motoristas. A decisão surge após anos de variação de preços entre os estados, que chegavam a níveis considerados abusivos.

Continua após a publicidade

A medida foi oficializada pela Portaria nº 927/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite de 12 de dezembro, e já entrou em vigor em todo o país. O limite máximo estabelecido é de R$ 180 para a soma do exame de aptidão física e mental e da avaliação psicológica.

Veto de Lula é derrubado: exame toxicológico volta a ser exigido na CNH
Crédito da imagem: Divulgação

Antes da padronização, cada Departamento Estadual de Trânsito (Detran) definia os preços de forma independente. Em São Paulo, os exames juntos chegavam a R$ 264,70, enquanto em Minas Gerais apenas o exame médico custava R$ 221,85. Essa disparidade colocava o Brasil entre os países com habilitação mais cara do mundo.

Continua após a publicidade

O teto de R$ 180 se refere ao valor total dos dois exames, e não a cada procedimento individualmente. Na prática, médicos e psicólogos deverão dividir o montante, recebendo em média cerca de R$ 90 por avaliação, mas sem regras fixas sobre a divisão exata.

A iniciativa busca garantir previsibilidade de custos para candidatos e motoristas, além de ampliar o acesso à CNH. A padronização complementa outras mudanças recentes, como a possibilidade de estudar online e contratar instrutores autônomos, sem passar obrigatoriamente pela autoescola.

Cobertura relacionadaProposta altera Código de Trânsito e prevê CNH aos 16 anos no Brasil

No entanto, a medida já enfrenta resistência das categorias afetadas. Médicos e psicólogos do tráfego afirmam que os valores estipulados inviabilizam a manutenção de clínicas adequadas e equipamentos obrigatórios, colocando em risco a segurança viária e a saúde pública.

A Mobilização Nacional de Médicos e Psicólogos do Tráfego, que reúne Abramet e Abrapsit, anunciou que buscará medidas judiciais para contestar a portaria. As entidades defendem que o valor foi definido sem estudos técnicos ou diálogo com os profissionais envolvidos.

Enquanto isso, os motoristas podem exigir o cumprimento do teto nacional. Mas o período inicial promete turbulência, com possíveis liminares e ajustes nos Detrans, clínicas e profissionais, enquanto o país se adapta à nova realidade financeira do processo de habilitação.

Continua após a publicidade

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.