A Ford estuda transformar a Ranger Raptor em uma picape híbrida plug-in (PHEV) para reduzir suas altas emissões de CO2 e se adequar às novas regras ambientais na Austrália. A estratégia visa equilibrar desempenho e sustentabilidade.
Atualmente, o maior desafio da Ford no país é o New Vehicle Emissions Standard (NVES), que impõe limites rigorosos de emissões para veículos novos. A Ranger Raptor, uma das versões mais vendidas da linha, está bem acima desse teto.

Hoje, a Raptor usa um motor V6 biturbo de 3.0 litros, com 292kW e 583Nm, capaz de acelerar de 0 a 100km/h em menos de 6 segundos. Só que as emissões chegam a 262g/km de CO2 — muito acima do limite de 210g/km que entra em vigor em 2025 e ainda mais distante dos 110g/km exigidos para 2029.
Mesmo a versão V6 a diesel, considerada mais eficiente, também não escapa: emite 222g/km, acima do permitido. Por isso, a eletrificação virou uma questão de sobrevivência comercial. Leia mais sobre o primeiro teste da Ford Ranger PHEV 2025 na Austrália.
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A solução seria um sistema híbrido plug-in, como já adotado nas versões XLT, Sport, Wildtrak e Stormtrak da Ranger. Nessas, o conjunto traz um motor 2.3 turbo a gasolina, um motor elétrico de 75kW e uma bateria de 11,8kWh, garantindo autonomia elétrica de até 43km e emissões de apenas 66g/km.

Na Raptor, a proposta é combinar o motor V6 com esse motor elétrico e uma bateria maior, de cerca de 15kWh. Com isso, as emissões cairiam para aproximadamente 100g/km, menos da metade do modelo atual.
Jim Baumbick, vice-presidente global da Ford, explicou que a marca quer repetir a fórmula de sucesso usada na F-150 PowerBoost, que une um motor V6 3.5 EcoBoost a uma transmissão híbrida, entregando 321kW e 772Nm, embora não seja plug-in.
Ele afirma que a hora de eletrificar a Ranger é agora, aproveitando os avanços da tecnologia híbrida para manter desempenho, capacidade e ainda reduzir impacto ambiental. Para entender melhor a estratégia da Ford com veículos híbridos, veja este artigo sobre as vendas da Ford impulsionadas por híbridos.

O consumo elevado da Raptor também pesa no bolso. Na Austrália, ela custa cerca de 90.440 dólares e representa um quinto das vendas da linha Ranger — uma fatia importante que pode ser comprometida se não se adaptar às regras. Veja também como a Ford prioriza a capacidade de reboque e carga na Ranger PHEV, superando rivais.
Além de cortar emissões e evitar multas do NVES, a adoção do sistema híbrido ainda pode gerar créditos para a Ford, ajudando a compensar outros modelos da linha, como Everest e versões a diesel da Ranger, que também enfrentam dificuldades em atender aos novos padrões.
