Resumo da Notícia
A Ferrari se prepara para responder rapidamente às críticas que cercaram a estreia da Luce, seu primeiro carro totalmente elétrico. Enquanto o novo modelo divide opiniões pelo visual futurista e pela eletrificação, a fabricante italiana aposta agora em uma proposta oposta: resgatar a essência mais tradicional da marca com um esportivo equipado com motor V12 aspirado e câmbio manual.
Os rumores indicam que a novidade será baseada na Ferrari 12Cilindri e deverá ser apresentada em julho durante o Ferrari Cavalcade, evento exclusivo promovido pela marca para alguns de seus clientes mais importantes. A estratégia reforça uma tendência observada entre fabricantes de superesportivos: valorizar experiências mais emocionais e mecânicas em meio ao avanço da eletrificação.
Segundo informações divulgadas por veículos especializados, a futura edição especial manterá o conhecido motor V12 aspirado de 6,5 litros, capaz de entregar 830 cv de potência e 69,1 kgfm de torque. A principal mudança estaria justamente na substituição do atual câmbio automatizado de dupla embreagem e oito marchas por uma transmissão manual, algo que não é oferecido pela Ferrari desde 2012.
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A possível volta dos três pedais não surge por acaso. Executivos da própria fabricante já admitiram recentemente que existe uma demanda crescente entre clientes tradicionais por carros mais analógicos, especialmente aqueles equipados com motores aspirados. Colecionadores e compradores históricos da marca defendem uma experiência de condução mais envolvente, centrada na interação direta entre motorista e máquina.
O movimento também acompanha uma valorização crescente de projetos que priorizam sensações ao volante. Modelos produzidos por empresas especializadas em releituras de clássicos e novos superesportivos equipados com câmbio manual têm conquistado espaço justamente por oferecer aquilo que muitos entusiastas acreditam estar desaparecendo: controle mecânico, simplicidade e emoção sem filtros eletrônicos excessivos.
Visualmente, a Ferrari 12Cilindri já representa um retorno às origens. Seu desenho presta homenagem ao lendário 365 GTB/4 Daytona, lançado no fim da década de 1960. O longo capô dianteiro, a cabine recuada e as proporções clássicas contrastam com elementos modernos, como lanternas em LED, maçanetas embutidas com sistema de sucção e rodas de 21 polegadas.
Mesmo com a adoção de um câmbio manual, o desempenho deverá permanecer impressionante. A expectativa é que o esportivo mantenha a aceleração de 0 a 100 km/h em aproximadamente 2,9 segundos e velocidade máxima próxima dos 340 km/h. A aerodinâmica ativa, composta por aletas móveis que ajustam o fluxo de ar em tempo real, continuará sendo um dos destaques técnicos do modelo.
A exclusividade também será parte central do projeto. A produção deverá ser extremamente limitada e destinada apenas a um grupo seleto de clientes e colecionadores da Ferrari. Isso significa que dificilmente o modelo será exibido em concessionárias convencionais, transformando cada unidade em uma peça altamente desejada no mercado de automóveis de coleção.
Toda essa movimentação acontece justamente quando a Luce enfrenta resistência entre parte dos fãs da marca. Embora o elétrico impressione pelos 1.050 cv de potência, aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e velocidade máxima de 310 km/h, muitos admiradores ainda enxergam nos motores V12 aspirados o verdadeiro símbolo da Ferrari. Se confirmada, a nova 12Cilindri manual poderá representar não apenas uma edição especial, mas também uma homenagem aos últimos grandes esportivos movidos exclusivamente pela combustão.
