Ferrari revela o Luce, seu primeiro SUV totalmente elétrico

A Ferrari oficializa o Luce, seu primeiro SUV totalmente elétrico. Com 1.050 cv e design assinado por Jony Ive, o modelo marca uma nova era na marca.
Ferrari revela o Luce, seu primeiro SUV totalmente elétrico
Crédito da imagem: Ferrari

Resumo da Notícia

  • A Ferrari apresentou oficialmente o Luce, seu primeiro veículo totalmente elétrico.
  • O modelo rompe com a tradição da marca ao adotar uma arquitetura elétrica de alto desempenho.
  • O design foi desenvolvido em parceria com a LoveFrom, empresa de Jony Ive.
  • O conjunto mecânico entrega até 1.050 cv de potência no modo Launch Control.
  • A bateria de 122 kWh oferece autonomia estimada de 530 quilômetros no ciclo WLTP.
  • O veículo será um modelo de produção regular com preço inicial de 550 mil euros.
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A chegada da Ferrari ao universo dos carros totalmente elétricos finalmente deixou de ser promessa para virar realidade. Depois de anos de especulações, teasers e debates entre admiradores da marca italiana, a fabricante de Maranello revelou oficialmente a inédita Ferrari Luce, um modelo que inaugura uma nova fase na história da empresa ao abandonar o tradicional motor a combustão em favor de uma arquitetura elétrica radical, sofisticada e extremamente controversa.

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O novo modelo nasce cercado por expectativas justamente por romper quase tudo aquilo que o público associava à Ferrari. O visual futurista, distante das linhas clássicas da marca, divide opiniões desde os primeiros vazamentos. Há quem enxergue inovação absoluta e quem considere a Luce um choque estético difícil de aceitar. Ainda assim, a fabricante italiana sustenta que o projeto foi pensado para desafiar conceitos tradicionais sem abandonar a essência esportiva.

A carroceria mistura elementos de utilitário esportivo, cupê e gran turismo em um conjunto de 5,02 metros de comprimento, 2 metros de largura e 1,54 metro de altura. O desenho leva assinatura conjunta do Centro Stile Ferrari e da LoveFrom, empresa fundada por Jony Ive, responsável pelo design de produtos históricos da Apple. O resultado é uma Ferrari visualmente inédita, construída com forte preocupação aerodinâmica.

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Crédito da imagem: Ferrari

A prioridade do projeto foi eficiência. Sem um motor V12 ocupando a dianteira, os engenheiros puderam desenvolver proporções completamente diferentes das usadas pela marca até hoje. O coeficiente aerodinâmico de apenas 0,254 é um dos grandes orgulhos da Ferrari. Até os limpadores de para-brisa foram reprojetados e patenteados para gerar microvórtices capazes de melhorar o fluxo de ar sem comprometer a estabilidade do veículo em altas velocidades.

O conjunto mecânico impressiona pelos números. São quatro motores elétricos independentes, um em cada roda, desenvolvidos pela própria Ferrari com tecnologia derivada da Fórmula 1 e do Mundial de Endurance. Os dois motores dianteiros entregam juntos 286 cv, enquanto os traseiros concentram a maior parte da força, somando 843 cv. No modo Launch Control, a potência total alcança 1.050 cv e 100,9 kgfm de torque.

Com essa configuração, a Luce acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e chega aos 200 km/h em 6,8 segundos, números que colocam o SUV elétrico entre os veículos mais rápidos já produzidos pela Ferrari. A velocidade máxima atinge 310 km/h. Segundo a fabricante italiana, o comportamento dinâmico promete ser diferente de tudo o que existe atualmente no mercado de carros elétricos de alto desempenho.

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A Ferrari criou ainda um novo sistema chamado Torque Shift Engagement, pensado para substituir a experiência emocional das trocas de marcha tradicionais. As borboletas atrás do volante não simulam marchas. Em vez disso, permitem ajustar cinco níveis de entrega de torque e cinco níveis de regeneração de frenagem, alterando completamente o comportamento do carro em curvas, acelerações e retomadas de velocidade.

A bateria também representa um salto tecnológico importante para a marca. O conjunto possui 122 kWh de capacidade e arquitetura elétrica de 800 volts, permitindo carregamento ultrarrápido de até 350 kW. Integrada ao assoalho, a bateria reduz drasticamente o centro de gravidade do veículo. Segundo a Ferrari, a sensação dinâmica equivale à de dirigir um carro centenas de quilos mais leve, mesmo com a Luce ultrapassando as 2,2 toneladas.

A autonomia estimada gira em torno de 530 quilômetros no ciclo europeu WLTP. A Ferrari afirma ainda que toda a estrutura foi preparada para futuras atualizações tecnológicas, permitindo a instalação de células de bateria mais modernas nos próximos anos. O sistema possui garantia de oito anos sem limite de quilometragem, algo incomum até mesmo no segmento de veículos elétricos de luxo.

Por dentro, a Luce tenta equilibrar passado e futuro. O painel digital traz três mostradores redondos inspirados nas Ferraris clássicas das décadas de 1970 e 1990, enquanto o volante combina couro e acabamento metálico. Ao contrário da tendência exagerada de telas, a Ferrari preferiu uma cabine mais limpa e sofisticada, mantendo comandos físicos para funções importantes como climatização e ajustes do veículo.

Outro detalhe importante é a configuração interna. Pela primeira vez, uma Ferrari oferece cinco lugares reais graças à ausência do túnel central de transmissão. O porta-malas, com 597 litros, também é o maior já visto em um carro da marca italiana. As portas traseiras com abertura invertida lembram a proposta do Purosangue, enquanto os materiais usados no acabamento tentam elevar o padrão de luxo a um nível raramente visto na indústria automotiva.

A Ferrari deixou claro que a Luce não será uma edição limitada, mas sim um modelo regular de sua linha global. O preço inicial parte de 550 mil euros, equivalente a cerca de R$ 3,2 milhões antes das personalizações. Mesmo enfrentando críticas intensas nas redes sociais e em meio à desaceleração do mercado de elétricos de luxo, a Ferrari aposta que o Luce será lembrado não apenas como seu primeiro elétrico, mas como um dos projetos mais ousados já produzidos em Mara

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