BYD rebate alegações e se defende de comparações com gigante imobiliária chinesa Evergrande

Em meio à difamação da Evergrande, a BYD respondeu energicamente às recentes alegações que a comparam à empresa
BYD rebate alegações e se defende de comparações com gigante imobiliária chinesa Evergrande
Crédito da imagem: BYD
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A BYD rebateu com firmeza os rumores de que estaria enfrentando dificuldades semelhantes às da Evergrande, gigante do setor imobiliário chinês em crise. A comparação foi sugerida por Wei Jianjun, presidente da Great Wall Motor, que falou sobre a possibilidade de existir uma “Evergrande da indústria automotiva”.

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Li Yunfei, executivo responsável pela área de Marca e Relações Públicas da BYD, classificou os comentários como maliciosos e infundados. Ele afirmou que a empresa já acionou autoridades chinesas e que tomará medidas legais contra os envolvidos.

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Crédito da imagem: BYD

A montadora destacou seu bom desempenho em 2024: foram 777,1 bilhões de yuan em receita (cerca de US$ 108 bilhões) e lucro líquido de 40,3 bilhões de yuan (US$ 5,6 bilhões). Além disso, a empresa investiu 54,2 bilhões de yuan em pesquisa e desenvolvimento e possui reservas de caixa de 154,9 bilhões de yuan (US$ 21,5 bilhões).

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Li reforçou que a saúde financeira da BYD é sólida e que o setor automotivo chinês como um todo está em forte expansão. Ele apontou que as montadoras chinesas dominam mais de 60% do mercado interno e que os veículos de nova energia já representam mais da metade das vendas no país.

No cenário internacional, a BYD também segue em crescimento. A empresa, ao lado de outras marcas chinesas como Chery e SAIC, tem conquistado espaço no exterior, contribuindo para que a China se mantenha como a maior exportadora de carros do mundo pelo segundo ano seguido.

Sobre as críticas ao nível de endividamento, Li explicou que o índice da BYD está em 70%, abaixo de gigantes como Ford (84%), GM (76%) e até Apple (80%). Entre concorrentes locais, Geely tem 68% e Seres, 76%.

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Quanto ao valor total da dívida, que gira em torno de 580 bilhões de yuan (US$ 80,6 bilhões), Li comparou com cifras ainda maiores de outras empresas: a Toyota tem 2,7 trilhões de yuan, a Volkswagen, 3,4 trilhões, e a Ford, 1,7 trilhão.

Mas o dado mais importante, segundo ele, é a dívida com juros — ou seja, os empréstimos que geram encargos financeiros. Nesse ponto, a BYD apresenta apenas 28,6 bilhões de yuan, bem menos que os 86 bilhões da Geely, 94,5 bilhões da SAIC, 1,8 trilhão da Toyota e 1 trilhão da Volkswagen.

Li também respondeu às críticas sobre contas a pagar. Ele afirmou que empresas maiores naturalmente têm volumes maiores de compras. A BYD deve 244 bilhões de yuan a fornecedores, patamar próximo ao da SAIC (241,1 bilhões) e superior ao da Geely (182,4 bilhões). No entanto, o percentual dessas dívidas em relação à receita da BYD é menor que o de concorrentes locais.

O executivo mencionou ainda o tempo médio de pagamento a fornecedores: 127 dias, igual ao da Geely e melhor que o da Great Wall (163 dias) e SAIC (164 dias). A BYD inicia produção em massa do sedã de luxo Yangwang U7 na China, reforçando seu compromisso com inovação.

Segundo Li, os números mostram que não há motivo para alarde. Ele criticou quem tenta, segundo ele, sabotar a imagem do setor de veículos elétricos da China, que vive seu melhor momento.

Por fim, Li reforçou que as montadoras chinesas têm estrutura e competitividade suficientes para se manterem estáveis e em crescimento. “Não existe uma Evergrande da indústria automotiva”, concluiu.

Em contraste, a Neta Auto enfrenta crise com perdas, dívidas e disputa pelo controle na China, mostrando a diversidade de situações no mercado. O Navio cargueiro BYD Shenzhen chega ao Brasil com 7.300 veículos elétricos a bordo, simbolizando a expansão global da empresa.

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