Xiaomi SU7 Ultra enfrenta desvalorização acentuada no mercado de usados

Anteriormente, o modelo inicial do Xiaomi SU7 experimentou alta demanda devido à escassez de produção, levando a uma “inversão de preço” no mercado de carros usados
Uso de chips de consumo em veículos gera debate sobre segurança e durabilidade
Crédito da imagem: Xiaomi
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Um dono de um Xiaomi SU7 Ultra decidiu vender seu carro após pouco mais de três meses de uso e enfrenta uma grande desvalorização. O veículo foi colocado à venda por 410 mil yuans (cerca de 56.400 dólares), bem abaixo dos 560 mil yuans (77 mil dólares) pagos na compra.

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A informação foi divulgada pelo influenciador “Cepingjun”, que explicou que o preço de mercado do modelo usado tem variado bastante, e que esse valor serve apenas como referência. Outras montadoras também estão investindo em tecnologia, como a Huawei que avança em baterias de estado sólido.

Xiaomi SU7 Ultra enfrenta desvalorização acentuada no mercado de usados
Crédito da imagem: Xiaomi

O SU7 Ultra, lançado no fim de fevereiro, não manteve a mesma valorização inicial dos modelos mais simples da linha. Quando foi anunciado, a versão padrão custava 529.900 yuans (72.900 dólares), e a edição Nürburgring saía por 814.900 yuans (112.200 dólares).

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Logo no lançamento, a procura foi enorme. Foram mais de 6.900 pedidos em apenas 10 minutos e 10 mil reservas nas primeiras duas horas, o que ajudou a Xiaomi a bater rapidamente sua meta anual de vendas.

Porém, o SU7 Ultra não tem seguido o mesmo caminho de valorização do modelo de entrada, que chegou a ter uma taxa de retenção acima de 90%, bem superior à média de 70% dos elétricos. Modelos como a Família Yuan da BYD também experimentaram sucesso no mercado.

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Uma das razões é que os prazos de entrega estão bem mais curtos para o Ultra, cerca de 19 semanas, enquanto o SU7 comum ainda tem filas de espera que podem chegar a quase um ano. Outros modelos como o BYD Seagull também tiveram um sucesso rápido no mercado.

Outro fator é que o SU7 Ultra mira um público que busca alto desempenho e que não é tão sensível a preços. Isso limita o mercado de revenda e reduz as chances de valorização no segmento de usados.

Paralelamente, a Xiaomi vem investindo pesado na sua divisão de carros. A empresa comprou um terreno de 485 mil metros quadrados em Pequim, ao lado de sua fábrica, por 635 milhões de yuans (88 milhões de dólares). Esse espaço se soma a outro lote adquirido em 2024, sinalizando planos de expansão na produção de veículos elétricos.

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