Resumo da Notícia
A Volkswagen prepara um de seus maiores lançamentos para 2026: uma picape intermediária inédita, conhecida provisoriamente como Udara ou VW247. O modelo chega para substituir a veterana Saveiro e disputar espaço em um dos segmentos mais aquecidos do mercado brasileiro, unindo apelo para o trabalho e também para o uso urbano e de lazer.
Em entrevista, o CEO global da marca, Thomas Schäfer, explicou que o Brasil tem um perfil único para caminhonetes, misturando demanda profissional com a busca por veículos de estilo de vida. Segundo ele, a nova picape precisa ser prática, moderna e versátil, capaz de atender desde quem precisa trabalhar até quem procura um carro com visual atraente e uso cotidiano.

Entre os concorrentes diretos, estarão Fiat Toro, Chevrolet Montana e Ford Maverick, além da futura Renault Niagara. A faixa de preços projetada varia entre R$ 120 mil e R$ 180 mil, posicionando a novidade acima da Strada, mas abaixo da Amarok. A ideia é ocupar um espaço pouco explorado por outras marcas, mirando tanto clientes pessoa física quanto frotistas.
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Sob o capô, a novidade estreará o motor 1.5 TSI Evo2 turboflex, de 150 cv e 25,5 kgfm de torque, aliado a um câmbio automatizado de sete marchas e dupla embreagem. O conjunto terá ainda o sistema híbrido leve de 48V, permitindo reduzir consumo e emissões — sendo o primeiro veículo nacional da Volkswagen a adotar essa solução.

No visual, a picape seguirá o estilo do SUV Volkswagen Tera, com faróis afilados em LED, grade ampla com tomadas de ar maiores e traseira marcada por barra de luzes. O interior também será moderno, com acabamento texturizado, luz ambiente e a central multimídia Otto, equipada com inteligência artificial para assistente de bordo.
A lista de equipamentos deve incluir controles de assistência ao motorista, painel digital configurável, ar-condicionado automático, conectividade completa para smartphones e itens de conforto próximos aos vistos em SUVs. Versões de entrada terão soluções mais simples, voltadas ao uso profissional, como suspensão traseira com eixo rígido e molas semielípticas.
O investimento faz parte do pacote de R$ 20 bilhões até 2028, que contempla 17 lançamentos no Brasil. Só a fábrica de São José dos Pinhais (PR) receberá cerca de R$ 3 bilhões para viabilizar a produção da nova caminhonete, que chegará oficialmente ao mercado no primeiro semestre de 2026.
A produção será na planta de São José dos Pinhais, no Paraná, a mesma que já monta T-Cross, Virtus e Polo Track. A picape usará a plataforma MQB-A0, compartilhada com Polo, Nivus, T-Cross e o próprio Tera, mas com alterações importantes na traseira para garantir robustez. A expectativa é de fabricar até 10 mil unidades mensais, praticamente ocupando a capacidade da unidade.
Por fim, a nova picape também será exportada para outros países da América Latina e deve marcar a saída definitiva da Saveiro após décadas de mercado. Sem nome oficial definido, a Volkswagen já registrou opções como Udara, Arena, Tukan e Therion. Seja qual for a escolha, o projeto promete mexer profundamente com o segmento e reforçar o peso da marca no mercado de picapes.
