Volkswagen surpreende ao exibir a nova Tukan durante convocação da Seleção Brasileira

Nova Volkswagen Tukan estreia em evento da Seleção Brasileira e antecipa nova fase da marca no país
Volkswagen surpreende ao exibir a nova Tukan durante convocação da Seleção Brasileira
Crédito da imagem: Volkswagen
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A nova Volkswagen Tukan apareceu pela primeira vez diante do público em um cenário pensado para chamar atenção. Ainda camuflada, a futura sucessora da Saveiro surgiu no Rio de Janeiro durante o evento de convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, misturando futebol, estratégia de marketing e a estreia de uma das apostas mais importantes da marca no país.

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A escolha do evento não foi por acaso. A fabricante aproveitou o clima da convocação comandada por Carlo Ancelotti para colocar a picape no centro das atenções antes mesmo do lançamento oficial. A pintura inspirada nas cores do Brasil e a presença no Museu do Amanhã reforçaram a tentativa da Volkswagen de conectar a Tukan à identidade brasileira desde o primeiro contato com o público.

Mesmo escondendo parte do desenho, a picape já revelou proporções mais robustas que as da Saveiro. O porte aproxima a Tukan da Chevrolet Montana, enquanto as versões mais caras devem mirar diretamente Fiat Toro, Ford Maverick e até futuras rivais como a Renault Niagara. A estratégia da Volkswagen é ocupar diferentes faixas do segmento com uma única família de versões.

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A Tukan será desenvolvida sobre a plataforma modular MQB A0, utilizada em modelos como Polo, Virtus, Nivus e T-Cross. A estrutura dianteira compartilhará diversos componentes com o utilitário esportivo, incluindo suspensão frontal, parte da carroceria, sistemas eletrônicos e conjunto mecânico. A intenção é levar para a picape o mesmo comportamento dinâmico que ajudou o T-Cross a ganhar destaque no mercado brasileiro.

Visualmente, a nova caminhonete seguirá a linguagem mais moderna da Volkswagen. Mesmo sob camuflagem, já foi possível perceber linhas mais horizontais, para-lamas musculosos e uma carroceria mais sofisticada que a da antiga Saveiro. A tampa traseira também estreia uma novidade histórica: pela primeira vez um modelo nacional da marca terá o nome “Tukan” estampado diretamente na traseira da carroceria.

A camuflagem utilizada fugiu completamente do padrão tradicional preto e branco normalmente adotado pela indústria. A Volkswagen criou uma identidade visual temática com referências à cultura brasileira, incluindo tucano, bandeira do Brasil, instrumentos musicais, estrelas ligadas à Seleção e elementos urbanos do Rio de Janeiro. A traseira, porém, ficou sem cobertura para revelar o amarelo Canário confirmado como cor de lançamento.

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A fabricante confirmou que a picape utilizará suspensão traseira com eixo rígido, barra estabilizadora e feixes de molas semielípticas. Trata-se de uma solução semelhante à usada pela Fiat Strada e voltada principalmente para robustez e capacidade de carga. O sistema prioriza resistência para trabalho pesado sem abrir mão totalmente do conforto no uso urbano diário.

Durante a apresentação também foi possível observar freios traseiros a tambor, rodas de liga leve de 17 polegadas e pneus 205/55 R17. A Volkswagen destacou ainda que os protótipos da Tukan rodaram mais de 2 milhões de quilômetros em testes de durabilidade, mostrando que o projeto já está em estágio bastante avançado antes da estreia comercial.

A linha terá diferentes propostas mecânicas. As versões de entrada deverão usar o motor 1.0 turbo 200 TSI de até 128 cavalos, enquanto configurações intermediárias terão o conhecido 1.4 turbo 250 TSI com 150 cavalos e câmbio automático de seis marchas. Haverá ainda uma variante voltada ao trabalho com cabine simples e motor 1.6 aspirado associado ao câmbio manual.

O grande destaque técnico ficará para as versões topo de linha. A Tukan será o primeiro Volkswagen nacional equipado com sistema híbrido leve de 48 volts. O conjunto utilizará o novo motor 1.5 TSI Evo2 flex com 150 cavalos e 25,5 kgfm de torque, trabalhando em conjunto com câmbio DSG automatizado de dupla embreagem e sete marchas. A eletrificação ajudará na redução do consumo e nas retomadas de velocidade.

Produzida em São José dos Pinhais, no Paraná, a picape faz parte do investimento de R$ 20 bilhões da Volkswagen para a América do Sul até 2028. Segundo a própria empresa, cerca de 76% das peças utilizadas serão nacionais. A Tukan também inaugura a nova fase eletrificada da fabricante no continente, abrindo caminho para futuros modelos híbridos da marca produzidos no Brasil.

Antes mesmo de chegar às lojas, a Tukan já deixa claro qual será seu papel dentro da Volkswagen. A marca quer disputar um dos segmentos mais lucrativos da indústria brasileira combinando visual moderno, tecnologia, eletrificação, robustez e forte apelo emocional. A picape entra em campo cercada de expectativa e com a missão de substituir a Saveiro em um mercado muito mais competitivo do que no passado.

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