Resumo da Notícia
A BMW se prepara para iniciar uma das maiores transformações de sua história recente com a chegada da nova geração do X5. O tradicional SUV de luxo será o primeiro modelo da marca a reunir cinco diferentes tecnologias de propulsão em uma única família, refletindo uma estratégia que aposta na convivência entre motores a combustão, sistemas eletrificados, baterias e até hidrogênio para atender diferentes mercados e perfis de consumidores.
O modelo já está na fase final de desenvolvimento e realiza os últimos testes nas proximidades da fábrica de Spartanburg, nos Estados Unidos, onde será produzido. A quinta geração do SUV estreia como um dos primeiros veículos da fabricante alemã a incorporar boa parte das tecnologias desenvolvidas para a plataforma Neue Klasse, considerada a base da próxima era da BMW.
A grande novidade será a diversidade mecânica. O novo X5 será oferecido com motores a gasolina e diesel equipados com sistema mild hybrid de 48 volts, versões híbridas plug-in, uma inédita configuração totalmente elétrica e, posteriormente, uma variante movida a hidrogênio. Nenhum outro modelo da fabricante terá uma oferta tão ampla de opções de propulsão sob a mesma carroceria.
No centro dessa estratégia está o inédito BMW iX5, a primeira versão totalmente elétrica do SUV. O modelo utilizará a sexta geração da tecnologia BMW eDrive e contará com uma bateria de alta tensão de até 144 kWh nos Estados Unidos e 141 kWh na Europa, tornando-se a maior bateria já instalada em um veículo elétrico produzido pela marca. A arquitetura de 800 volts também promete recargas mais rápidas e maior eficiência energética.
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A propulsão será garantida por dois motores elétricos, um em cada eixo, formando o sistema de tração integral BMW xDrive. Na configuração iX5 60 xDrive, a potência deverá alcançar 578 cavalos, posicionando o SUV entre os elétricos mais potentes da fabricante. Ainda existe expectativa sobre uma futura versão esportiva com desempenho superior, possivelmente inspirada nos modelos da divisão M.

Outro destaque tecnológico será o Heart of Joy, uma nova unidade eletrônica de controle capaz de gerenciar simultaneamente motor, freios, direção, recuperação de energia e sistemas de tração. Segundo a BMW, a plataforma opera até dez vezes mais rápido que os sistemas atuais, realizando ajustes em milissegundos e contribuindo para uma condução mais precisa, confortável e eficiente em qualquer situação.
A tecnologia também desempenhará papel importante na experiência ao volante. Nos modelos elétricos e movidos a hidrogênio, o sistema permitirá frenagens mais suaves e melhor aproveitamento da regeneração de energia. Já nas versões híbridas e a combustão, o gerenciamento inteligente da dinâmica veicular buscará distribuir a força e a aderência de forma mais eficiente, aumentando estabilidade e segurança.
As primeiras imagens de testes também revelaram detalhes do interior. O SUV adotará o novo conceito digital da Neue Klasse, com destaque para o Panoramic Display, formado por uma tela fina posicionada ao longo da base do para-brisa e complementada por uma grande central multimídia. O ambiente será mais tecnológico e conectado, seguindo a nova identidade visual da marca.
Na área de segurança, o novo X5 receberá uma geração atualizada dos assistentes de condução de Nível 2. O pacote incluirá manutenção inteligente em faixa, monitoramento de ponto cego, assistência em manobras de emergência e sistemas capazes de interpretar o comportamento do motorista para antecipar situações de risco. Além disso, todas as versões contarão com suspensão adaptativa de série, enquanto as configurações superiores poderão oferecer esterçamento nas quatro rodas, suspensão pneumática e barras estabilizadoras ativas.
A ofensiva tecnológica da BMW também inclui o lançamento do primeiro modelo de produção da marca movido a hidrogênio. Batizado de BMW iX5 Hydrogen, ele chegará ao mercado em 2028 utilizando uma nova geração de célula de combustível associada a uma bateria de alta tensão e ao sistema BMW Hydrogen Flat Storage. O conjunto emprega sete tanques de alta pressão fabricados em compósito reforçado com fibra de carbono, permitindo melhor aproveitamento do espaço interno sem comprometer o conforto dos ocupantes.
Enquanto a BMW aposta na diversificação tecnológica para ampliar sua presença global, a Kia enfrenta um desafio diferente com a nova picape Tasman. Apesar da expectativa inicial de conquistar cerca de 9% do mercado australiano e vender 20 mil unidades no primeiro ano, o desempenho ficou abaixo do esperado. Em abril, a picape registrou apenas 320 unidades vendidas, distante das 3.661 Ford Ranger e 2.835 Toyota Hilux emplacadas no mesmo período. Diante da reação do público, a marca já confirmou que trabalha em mudanças de design, tecnologia e motorização antes mesmo da reestilização prevista para 2028. No Brasil, a Tasman já foi exibida ao público e flagrada em testes, reforçando que o país continua nos planos da fabricante para uma futura comercialização.
