Donald Trump voltou a provocar tensão no comércio internacional ao ameaçar impor uma tarifa de 50% sobre veículos e peças automotivas importados da União Europeia. A proposta foi divulgada em sua rede social, Truth Social, e pode entrar em vigor já no dia 1º de junho.
A possível medida preocupa o setor automotivo e o mercado global, já que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás apenas da China. Em 2024, os EUA importaram cerca de US$ 550 bilhões em produtos europeus, incluindo mais de US$ 45 bilhões em carros e peças.
Trump justifica a ameaça dizendo que a UE foi criada para “tirar vantagem dos Estados Unidos” e alega dificuldades nas negociações com o bloco. Ele cita um déficit comercial de mais de US$ 250 bilhões, causado, segundo ele, por barreiras, impostos e processos contra empresas americanas.
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A tensão não é nova. Em abril, os EUA já haviam aplicado uma tarifa de 20% sobre a maioria dos produtos europeus. A alíquota foi posteriormente reduzida para 10%, com o objetivo de facilitar negociações, mas outras tarifas foram mantidas — como os 25% sobre aço, alumínio e peças automotivas.
No passado, o governo Trump ameaçou diversas vezes impor tarifas à UE, mas apenas um acordo comercial relevante foi firmado. O novo movimento pode representar um retorno ao clima de guerra comercial que marcou seu primeiro mandato. Para algumas empresas, como a Mitsubishi, as tarifas de Trump podem custar milhões, e elas avaliam a produção nos EUA como alternativa.
Especialistas alertam para o impacto dessa tarifa nas montadoras e fornecedores, que podem ver seus custos subirem, além de possíveis repasses de preços ao consumidor final. A indústria acompanha com cautela os próximos passos do ex-presidente.
Com as eleições presidenciais se aproximando nos EUA, a retórica protecionista de Trump pode ganhar força entre seus apoiadores, mas também levanta preocupações sobre os efeitos econômicos de um possível novo embate tarifário entre as potências. A Audi considera produção local nos EUA para evitar tarifas de Trump, mostrando como essas medidas podem impactar as decisões das montadoras.
