Resumo da Notícia
Depois da paralisação forçada pela microexplosão que atingiu a fábrica de motores em Porto Feliz (SP), a Toyota organiza sua retomada industrial e, ao mesmo tempo, prepara a chegada de um de seus modelos mais aguardados: o Yaris Cross. O atraso no cronograma não apenas mexeu com os planos da marca, mas também criou expectativas sobre como o SUV compacto será recebido no mercado.
A produção volta de forma gradual a partir de 3 de novembro, nas plantas de Sorocaba e Indaiatuba, ambas em São Paulo. Inicialmente, as linhas vão se concentrar nas versões híbridas de Corolla e Corolla Cross, tanto para o mercado interno quanto para exportação. O objetivo é recompor os volumes que deixaram de ser fabricados entre o fim de setembro e outubro.

Já a unidade de Porto Feliz, responsável pelos motores, segue sem prazo de reabertura. Os equipamentos danificados ainda passam por análise e parte deles deve ser transferida temporariamente para outras localidades. Por isso, apenas os funcionários dessa fábrica entram em regime de lay-off, enquanto as demais equipes voltam ao trabalho em outubro, logo após as férias coletivas emergenciais.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
A normalização total da produção está prevista para janeiro de 2026, quando os veículos com motores convencionais voltam às linhas. Além de Corolla e Corolla Cross, o Yaris hatch destinado à exportação também será fabricado. A expectativa é de que em fevereiro o ritmo chegue ao patamar habitual.

No caso do Yaris Cross, a estreia sofreu seguidas mudanças: primeiro prevista para março, depois julho, em seguida outubro e, agora, sem nova data oficial. Parte do atraso se deve às obras em Sorocaba e, sobretudo, à explosão em Porto Feliz, já que a fábrica preparava um novo motor 1.5 flex e também o conjunto híbrido que equipará as versões mais sofisticadas do SUV.
Apesar da indefinição, algumas pistas já surgiram, o programa de assinatura Kinto One Fleet fixou em R$ 2.999 a mensalidade do modelo em contratos de 36 meses. A conta, segundo especialistas, indica que o preço final deve variar de R$ 110 mil a R$ 150 mil. Isso abre espaço para que a versão de entrada fique abaixo de R$ 120 mil, limite que garante isenção de ICMS para PcD, um público cada vez mais relevante para a Toyota.

O investimento de R$ 1,63 bilhão nas fábricas reforça o peso estratégico do projeto. Além da promessa de até dez anos de garantia, o Yaris Cross terá versões híbridas com motor 1.5 a combustão associado a outro elétrico, entregando cerca de 113 cv e consumo superior a 20 km/l. Já as opções flex trarão motor 1.5 aspirado de até 110 cv com câmbio CVT.
Com 4,31 metros de comprimento e porta-malas de 471 litros, o SUV se posiciona entre os mais espaçosos da categoria. Painel digital, multimídia de 10,25” e pacotes de segurança avançada completam o pacote. Mesmo com os atrasos, o Yaris Cross se coloca como aposta central da Toyota para manter sua força no mercado brasileiro e ampliar a presença dos híbridos no país.
