Resumo da Notícia
A Toyota apresentou a nova geração da Hilux 2026, marcando uma virada histórica na trajetória da picape mais vendida da marca. Agora, o modelo entra na era da eletrificação, combinando pela primeira vez motores elétrico, a hidrogênio e o já conhecido turbodiesel 2.8. O lançamento global aconteceu após anos de testes e flagras de protótipos, consolidando a nona geração como a mais tecnológica já feita.
Por fora, a Hilux traz um visual completamente reformulado, com linhas inspiradas no conceito “Cyber Sumo” — robustas e angulares, lembrando a nova Tacoma. A dianteira adota faróis de LED mais finos, grade fechada nas versões elétricas e para-choques com entradas de ar remodeladas. Na traseira, lanternas redesenhadas e a inscrição “Toyota” em relevo substituem o antigo logotipo.

Apesar do novo visual, a picape mantém dimensões praticamente inalteradas e o mesmo chassi de longarinas, agora reforçado. O projeto foi liderado pela Toyota Austrália, com testes locais para adequar a suspensão e direção às condições mais severas do país. A carroceria continua montada sobre chassi, com feixe de molas traseiras, mas a condução ficou mais confortável e silenciosa, sobretudo nas versões eletrificadas.
Por dentro, a transformação é profunda, pois o interior segue o estilo do Land Cruiser Prado, mas com toques próprios: duas telas de 12,3 polegadas, novos materiais resistentes e comandos físicos para as funções principais. A marca reforça sua filosofia de “tecnologia prática”, mantendo botões reais para climatização e tração 4×4, além de oferecer carregador por indução e portas USB nas versões mais caras.
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A grande estrela é a Hilux BEV (Battery Electric Vehicle), com dois motores elétricos e 193 cv combinados, ela promete até 240 km de autonomia WLTP com bateria de 59,2 kWh. Pode rebocar 1.600 kg e carregar 715 kg — números menores que a diesel, mas ainda adequados para uso urbano e frotas corporativas, seu público-alvo inicial.
Para quem prefere o tradicional, o motor 2.8 turbodiesel segue firme, agora com sistema híbrido leve de 48V em algumas versões, entregando 3.500 kg de reboque e 1.000 kg de carga útil. A Toyota ainda prepara uma variante a célula de combustível de hidrogênio (FCEV), prevista para 2028, ampliando sua estratégia “Multipathway” de oferecer múltiplas soluções de propulsão.

O conforto também evoluiu. A direção passou a ser elétrica, o isolamento acústico melhorou e há novos modos de condução — Eco, Sport e Multi-Terrain Select — que ajustam automaticamente tração, aceleração e direção conforme o terreno. A suspensão foi revisada e o pacote de segurança Toyota Safety Sense ganhou recursos como frenagem automática, assistente de permanência em faixa e monitor de ponto cego.
No quesito desempenho, a versão elétrica surpreende pelo silêncio e resposta imediata. Embora não haja dados oficiais, o 0 a 100 km/h deve ficar abaixo dos 10 segundos, com velocidade máxima de 140 km/h. Já o diesel, mais voltado a trabalhos pesados, mantém sua fama de durabilidade e força.

A produção começa em 2025, com lançamento na Austrália e Europa em dezembro, seguido por Tailândia e Japão em 2026. Os preços devem começar acima de US$ 30 mil nas versões básicas e ultrapassar US$ 70 mil nos modelos topo de linha, enquanto a elétrica será a mais cara, podendo chegar a US$ 100 mil.
Com mais de 21 milhões de unidades vendidas desde 1968, a Toyota Hilux renasce sem perder sua essência. A nona geração equilibra tradição e futuro, preservando o espírito de robustez que a tornou lendária, agora preparado para uma nova era de energia limpa e tecnologia inteligente.
