A Tesla vai estrear seu serviço de robotaxis em Austin, Texas, já no próximo mês, mas de forma bastante limitada: serão apenas 10 a 20 veículos em circulação nessa fase inicial. A ideia é testar a tecnologia com segurança antes de ampliar o projeto.
Essa fase piloto será restrita a convidados e terá supervisão rigorosa. Segundo o analista Adam Jonas, do banco Morgan Stanley, a Tesla quer garantir que tudo funcione perfeitamente, sem falhas, reforçando o foco da empresa em segurança e confiabilidade.

Os veículos serão acompanhados à distância por operadores humanos, prontos para assumir o controle em situações críticas. Essa supervisão remota é uma forma de proteger os passageiros e demais usuários das vias durante os testes.
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A Tesla já possui programas de compartilhamento de carros em Austin e São Francisco, onde funcionários utilizam veículos com motoristas humanos de prontidão. O serviço de robotaxis é uma evolução dessa ideia, agora sem o motorista a bordo.
Com essa abordagem gradual, a empresa também consegue coletar dados importantes para melhorar o sistema antes de disponibilizá-lo para o público em geral. Tecnologias como lidar e radar fazem parte do pacote de segurança, ajudando os veículos a navegar com precisão.
Esse movimento ocorre em meio à queda de 8,56% nas vendas da Tesla na China em abril, o que pode estar incentivando a busca por novas fontes de receita, como o transporte autônomo. Enquanto isso, rivais como a BYD seguem fortes, liderando o mercado chinês de elétricos.
O lançamento também acompanha uma tendência global: empresas como a Baidu já anunciaram planos para lançar robotaxis na Europa, reforçando a corrida pela liderança em mobilidade autônoma.
Além dos robotaxis, a Tesla pretende revelar mais detalhes sobre o robô humanoide Optimus ainda este ano. A meta é vender o robô por US$ 20 mil e abrir as portas da fábrica para investidores no fim de 2025.
