A Volvo está preocupada com o futuro do SUV elétrico EX30 nos Estados Unidos por causa da possível imposição de tarifas de 50% sobre produtos importados da Europa, proposta por Donald Trump. A medida pode inviabilizar economicamente o modelo no país.
O EX30, que antes era produzido na China, agora é fabricado na Bélgica. Mesmo assim, as mudanças na produção já causaram atrasos no lançamento do modelo nos EUA. Agora, com as possíveis novas tarifas, a situação se complica ainda mais.

Para driblar esse cenário, a Volvo avalia levar a produção do EX30 — e possivelmente do XC60 — para os Estados Unidos. A ideia é manter a competitividade e evitar repassar aumentos significativos ao consumidor.
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Segundo o CEO da Volvo, Hakan Samuelsson, quem acabaria pagando a conta dessas tarifas seriam os consumidores americanos. Ele destaca que, ao contrário de marcas de luxo como Ferrari ou Aston Martin, a Volvo atende um público mais sensível a aumentos de preço.
Essa visão contrasta com o argumento de Trump, que afirma que as tarifas seriam absorvidas pelos países exportadores e suas empresas, e não pelos consumidores.
Apesar do cenário tenso, Samuelsson acredita em uma solução diplomática. Ele cita como exemplo um recente acordo entre Reino Unido e EUA, que definiu uma tarifa de 10% para marcas britânicas como Mini e Land Rover.
“Acredito que haverá um acordo em breve”, afirmou o executivo em entrevista à Reuters. “Não interessa nem à Europa, nem aos EUA, travar o comércio entre eles.” As Tarifas de Trump podem custar US$ 344 milhões à Mitsubishi, que avalia produção nos EUA.
Com decisões esperadas para os próximos meses, a indústria automotiva segue atenta. Se não houver mudanças, a venda do EX30 nos EUA pode ser interrompida antes mesmo de começar. Outras montadoras, como a Nissan avalia transferir produção do Sentra do México para os EUA visando evitar tarifas.
