Stellantis registra novo Jeep Cherokee híbrido no Brasil e

A Stellantis registrou o novo Jeep Cherokee híbrido no INPI, sinalizando o retorno do SUV ao mercado brasileiro com tecnologia eletrificada até o fim de 2026.
Stellantis registra novo Jeep Cherokee híbrido no Brasil e
Crédito da imagem: INPI

Resumo da Notícia

  • A Stellantis oficializou o registro do novo Jeep Cherokee híbrido no INPI, indicando planos concretos para o mercado brasileiro.
  • O modelo, que utiliza a plataforma modular STLA Large, deve chegar ao país até o final de 2026 para ocupar a lacuna entre o Commander e o Grand Cherokee.
  • O SUV é equipado com um sistema híbrido pleno que combina o motor 1.6 turbo a dois motores elétricos, entregando 213 cavalos de potência.
  • A tração integral é garantida pela configuração eletrificada, sem necessidade de ligação mecânica tradicional entre os eixos.
  • A produção global do veículo ocorre em Toluca, no México, o que facilita a importação para o Brasil devido a acordos comerciais estratégicos.
  • O Cherokee retorna ao Brasil com foco em eficiência energética, prometendo autonomia combinada superior a 800 quilômetros.
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A possível chegada do novo Jeep Cherokee Hybrid ao Brasil começou a ganhar força depois que a Stellantis registrou oficialmente o utilitário esportivo no INPI. O movimento reacendeu o interesse de um mercado que há anos aguardava o retorno de um modelo mais sofisticado entre Compass e Grand Cherokee. A estratégia também revela que a fabricante enxerga espaço para um híbrido médio com proposta mais refinada no país.

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O SUV já havia aparecido no Salão do Automóvel de 2025 como uma espécie de teste de aceitação do público brasileiro. Na ocasião, a marca evitou confirmar planos concretos de lançamento, mas o registro industrial e a exposição pública do modelo indicam que a operação brasileira trata o Cherokee como algo além de um simples estudo de mercado. A expectativa é de que o lançamento aconteça até o fim de 2026.

A nova geração representa o retorno do Cherokee após um período fora de linha em diversos mercados. Agora totalmente reformulado, o utilitário passou a utilizar a plataforma modular STLA Large, arquitetura global da Stellantis destinada a veículos maiores e eletrificados. O resultado é um SUV mais robusto, tecnológico e posicionado acima do Compass, ocupando justamente a lacuna deixada entre Commander e Grand Cherokee.

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Stellantis registra novo Jeep Cherokee híbrido no Brasil e
Crédito da imagem: INPI

Visualmente, o modelo segue praticamente idêntico ao vendido nos Estados Unidos desde 2025. A carroceria ganhou linhas mais retas, proporções musculosas e aparência mais próxima dos utilitários tradicionais da Jeep. Com quase 4,8 metros de comprimento e entre-eixos de 2,87 metros, o novo Cherokee cresceu consideravelmente e passou a entregar mais espaço interno, especialmente para passageiros traseiros e bagagens.

O destaque principal, porém, está debaixo do capô. O Cherokee Hybrid marca o retorno do famoso motor 1.6 turbo THP ao mercado brasileiro, propulsor que ficou conhecido em modelos da Peugeot e Citroën. O conjunto utiliza uma versão atualizada do conhecido motor Prince, agora integrada a um sistema híbrido pleno desenvolvido especificamente para o SUV.

A arquitetura eletrificada opera em 350 volts e combina o motor 1.6 turbo a dois motores elétricos, um instalado na dianteira e outro no eixo traseiro. Essa configuração garante tração integral sem a necessidade de ligação mecânica tradicional entre os eixos. A energia elétrica vem de uma bateria compacta de 1,08 kWh, recarregada automaticamente pelo motor a combustão e pelo sistema de frenagem regenerativa.

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O sistema entrega 213 cavalos de potência e torque de 31,8 kgfm, números suficientes para mover os quase 1.950 quilos do utilitário com desenvoltura. Segundo dados divulgados pela própria Jeep, o SUV acelera de 0 a 96 km/h em 8,3 segundos e pode ultrapassar os 800 quilômetros de autonomia combinada. O consumo médio informado gira em torno de 15,7 km/l em uso misto entre cidade e estrada.

A proposta híbrida também pode ajudar a Jeep a preencher uma deficiência importante de sua linha nacional. Atualmente, o Commander não possui sistema híbrido pleno, enquanto o Grand Cherokee 4xe acabou ficando distante da realidade da maioria dos consumidores brasileiros por conta do preço elevado e da proposta mais nichada. O Cherokee surge justamente como uma alternativa intermediária mais racional.

Além da eficiência, a nova arquitetura reforça a tradição fora de estrada da marca. O motor elétrico traseiro trabalha para distribuir torque instantaneamente às rodas traseiras, melhorando tração em pisos de baixa aderência. É uma solução semelhante à que a Stellantis prepara para futuros modelos eletrificados, incluindo versões híbridas mais sofisticadas do Avenger em mercados internacionais.

Nos Estados Unidos, o Cherokee também ganhará futuramente novas opções mecânicas. Entre elas estará o motor 2.0 Hurricane turbo de quatro cilindros, associado a um câmbio automático de nove marchas e um sistema convencional de tração nas quatro rodas. Esse mesmo propulsor já aparece em modelos vendidos no Brasil, como Compass e Commander Blackhawk, o que facilitaria eventual adaptação local.

Embora o registro no INPI não represente garantia oficial de lançamento, o histórico da antiga FCA no Brasil costuma dar mais peso a esse tipo de movimentação. Diferentemente do que acontecia frequentemente com a PSA, que registrava vários veículos sem trazê-los ao mercado, marcas como Jeep normalmente formalizavam patentes apenas de modelos com chances reais de comercialização no país.

A produção global da nova geração acontece em Toluca, no México, fábrica estratégica da Stellantis para exportações nas Américas. Isso também favorece uma possível chegada ao Brasil, já que a operação mexicana possui acordos comerciais que facilitam importações para o mercado brasileiro. Além disso, a proximidade logística reduz custos e melhora a competitividade frente aos rivais híbridos chineses.

O retorno do Cherokee pode representar mais do que apenas um novo lançamento para a Jeep no Brasil. Durante anos, a família Cherokee ajudou a construir a imagem premium da marca entre consumidores brasileiros, algo que poucas fabricantes conseguiram repetir no segmento. Agora, eletrificado, maior e mais sofisticado, o utilitário aparece como peça importante na nova fase da Stellantis em um mercado cada vez mais dominado pelos híbridos.

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