Stellantis anuncia primeiro híbrido flex 48V para o primeiro semestre

A Stellantis confirma o lançamento do primeiro híbrido flex 48V no Brasil em 2026. Saiba como a tecnologia Bio-Hybrid será aplicada em modelos como Jeep Renegade, Compass e Fiat Toro, marcando a aceleração da eletrificação local.
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Crédito da imagem: Jeep

Resumo da Notícia

  • A Stellantis lançará o primeiro modelo híbrido-leve de 48 volts desenvolvido e produzido no Brasil no primeiro semestre de 2026.
  • A tecnologia faz parte do programa Bio-Hybrid e será aplicada inicialmente em quatro veículos fabricados no Polo Automotivo de Goiana (PE).
  • O sistema combina o motor 1.3 turbo flex T270 com um conjunto elétrico auxiliar de 48V, visando desempenho e eficiência energética.
  • Modelos como Jeep Renegade, Compass, Commander e Fiat Toro são cotados para receber a novidade, com o Renegade sendo o primeiro da fila.
  • O sistema MHEV 48V adiciona torque extra, recarrega a bateria de íons de lítio e permite pequenos deslocamentos 100% elétricos.
  • A iniciativa é uma evolução da tecnologia híbrida-leve de 12V já presente em modelos como Fiat Pulse e Peugeot 208.
  • A empresa está realizando investimentos bilionários e adaptando suas fábricas em Goiana e Jaboatão para viabilizar a produção.
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Em meio a um cenário global de prejuízos bilionários, a Stellantis tenta virar a página no Brasil com um movimento estratégico: acelerar a eletrificação local com tecnologia híbrida flex. O grupo confirmou que estreia no primeiro semestre de 2026 o primeiro modelo com sistema híbrido-leve de 48 volts desenvolvido e produzido no país. A aposta concentra forças no Polo Automotivo de Goiana (PE), peça-chave no futuro da operação sul-americana.

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O novo conjunto faz parte do programa Bio-Hybrid e será aplicado inicialmente a quatro veículos fabricados em Pernambuco. A configuração combina o já conhecido motor 1.3 turbo flex T270 com um sistema elétrico auxiliar de 48V, tecnologia inédita no portfólio nacional da empresa. A proposta é unir desempenho, eficiência energética e uso ampliado do etanol.

Stellantis anuncia primeiro híbrido flex 48V para o primeiro semestre
Crédito da imagem: Stellantis

Hoje, saem de Goiana modelos como Jeep Renegade, Jeep Compass, Jeep Commander, Fiat Toro e Ram Rampage. A expectativa é que todos, com exceção da Rampage, recebam a novidade, já que utilizam o motor 1.3 turbo flex. O Renegade, inclusive, é apontado como o primeiro da fila e deve aproveitar a mudança para passar por nova reestilização.

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Na prática, o sistema MHEV 48V adiciona uma máquina elétrica multifuncional que substitui alternador e motor de partida. Ela auxilia o motor a combustão com torque extra e também recarrega a bateria de íons de lítio de 48 volts, instalada sob o banco do motorista. O conjunto acrescenta cerca de 60 kg ao veículo e permite pequenos deslocamentos em modo 100% elétrico, como manobras e trechos de trânsito lento.

O motor 1.3 turbo flex entrega 176 cv e 27,5 kgfm, números que podem ganhar reforço pontual com o apoio elétrico de cerca de 30 cv. Em baixas velocidades, até 30 km/h, o carro poderá rodar por curtas distâncias com o motor a combustão desligado. Diferentemente de outros mercados, a tendência é que, no Brasil, o sistema siga acoplado ao câmbio automático convencional de seis marchas, e não a uma caixa de dupla embreagem.

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A estratégia é uma evolução do que começou em 2024, com a tecnologia híbrida-leve de 12V aplicada a modelos como Fiat Pulse, Fiat Fastback, Peugeot 208 e Peugeot 2008. Só em 2025, mais de 24,9 mil unidades com esse sistema foram vendidas na América do Sul. Agora, o salto para 48V amplia o nível de eletrificação e reforça o discurso de transição gradual.

Para viabilizar a nova fase, a empresa adaptou setores de funilaria, prensas e montagem em Goiana e passou a produzir chicotes específicos em Jaboatão (PE). O movimento faz parte de um ciclo bilionário de investimentos no Brasil e inclui ainda a confirmação de novos modelos eletrificados a partir de 2026. Depois de um ano difícil no exterior, a Stellantis tenta mostrar que, ao menos por aqui, o futuro já começou a ser desenhado.

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