Resumo da Notícia
O Salão do Automóvel de Munique tem servido como palco não apenas para novos carros, mas também para inovações que moldam o futuro dos elétricos. Neste ano, a Rimac roubou a cena ao apresentar uma bateria de estado sólido desenvolvida em parceria com a ProLogium e o Mitsubishi Chemical Group, prometendo avanços em desempenho, segurança e recarga ultrarrápida.
A nova tecnologia impressiona pelos números: capacidade de 100 kWh, densidade energética de 260 Wh/kg e peso reduzido para 384 kg, contra os 470 kg das baterias atuais de íons de lítio. Além disso, o sistema trabalha em tensão de até 907 V e entrega potência de saída de 850 kW.

O destaque, porém, é o tempo de carregamento. Segundo a Rimac, a bateria sólida consegue ir de 10% a 80% em apenas 6,5 minutos em carregadores rápidos, quase três vezes mais veloz que a geração atual. A previsão é que essa tecnologia chegue ao mercado no final de 2027.
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Antes disso, em 2026, a marca já planeja lançar a bateria Evo, também de 100 kWh, mas com densidade menor, de 213 Wh/kg. Essa versão exige cerca de 16 minutos para carregar de 0% a 80%, sendo uma opção mais convencional em relação à de estado sólido.

A Rimac também mostrou soluções para híbridos, com baterias modulares que variam entre 1 e 17 kWh. Essas unidades terão arquitetura “cell-to-pack”, eliminando módulos intermediários e oferecendo maior eficiência, segurança térmica e facilidade de produção. O lançamento está previsto para 2026.
Além das baterias, a empresa revelou motores elétricos compactos da linha Sinteg, capazes de chegar a 25.000 rpm e entregar até 750 cv de potência. Novas centralinas eletrônicas também foram exibidas, voltadas para veículos definidos por software, permitindo maior flexibilidade de controle.

Com essa combinação de baterias, motores e eletrônica avançada, a Rimac reforça seu papel como referência em tecnologia para elétricos de alto desempenho. Suas inovações não devem ficar restritas aos supercarros da marca, já que parcerias com gigantes como BMW e Porsche indicam que essas soluções devem chegar a veículos de produção em larga escala nos próximos anos.
