Recarga rápida de carros elétricos revela impacto ambiental inesperado

As medições foram feitas em 50 estações de Los Angeles e mostraram que, ao redor desses locais, há um aumento na concentração de poluentes
China vai revelar pegada de carbono de baterias elétricas a partir de 2026
O carregamento semirrápido é realizado em potências entre 11 e 22 kW (Foto: andreas160578 / Pixabay)

Resumo da Notícia

  • Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriram que estações de recarga rápida
  • As medições foram realizadas em 50 estações de Los Angeles
  • Houve registros de até 200 microgramas por metro cúbico, contra médias urbanas que variam de 7 a 12
  • Com a rápida expansão da rede de recarga nos Estados Unidos — que já passa de 11 mil pontos rápidos
  • Empresas como a ChargePoint já afirmaram que estudam soluções para incluir filtros nos equipamentos
Continua após a publicidade

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriram que estações de recarga rápida para veículos elétricos podem gerar níveis inesperadamente altos de poluição do ar. O estudo mostrou que, ao redor desses pontos, há um aumento na concentração de partículas finas (PM 2,5), criando verdadeiros “pontos quentes” de poluição.

Continua após a publicidade

As medições foram realizadas em 50 estações de Los Angeles. Em muitos casos, os níveis ultrapassaram os padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e chegaram a ser até 16 vezes maiores do que os encontrados em postos de combustíveis. Houve registros de até 200 microgramas por metro cúbico, contra médias urbanas que variam de 7 a 12.

Recarga rápida de carros elétricos revela impacto ambiental inesperado
Foto: Divulgação

Segundo os pesquisadores, a emissão não vem diretamente dos carros ou dos carregadores, mas sim dos ventiladores que resfriam os gabinetes de energia. Eles levantam poeira, resíduos de pneus e freios que ficam depositados no chão, espalhando partículas pelo ar.

Continua após a publicidade

A equipe, liderada pelo professor Yifang Zhu, alerta que a exposição mais crítica acontece quando a pessoa permanece muito próxima do carregador. Felizmente, a concentração de poluentes tende a cair rapidamente a alguns metros de distância. Ainda assim, as partículas ultrafinas podem penetrar profundamente nos pulmões e até chegar à corrente sanguínea, aumentando riscos de doenças cardíacas e respiratórias.

Com a rápida expansão da rede de recarga nos Estados Unidos — que já passa de 11 mil pontos rápidos —, os pesquisadores defendem ajustes técnicos para evitar um problema de saúde pública. Entre as medidas sugeridas estão o uso de filtros de ar, mudanças no sistema de ventilação e restrições para instalação perto de escolas e áreas residenciais.

Cobertura relacionadaRede de recarga no Brasil supera a marca de 25 mil pontos
Recarga rápida de carros elétricos revela impacto ambiental inesperado
Crédito da imagem: Menno de Jong / Pixabay

Empresas como a ChargePoint já afirmaram que estudam soluções para incluir filtros nos equipamentos. A Tesla, por outro lado, não se pronunciou sobre o estudo. Especialistas em qualidade do ar reforçam que, mesmo com esse impacto, os veículos a combustão continuam sendo fontes de poluição muito maiores.

No fim, os cientistas ressaltam que os carros elétricos seguem sendo uma alternativa muito mais limpa que os veículos tradicionais. A recomendação é simples: durante a recarga, basta manter uma certa distância do equipamento e aproveitar os benefícios de dirigir sem emissões diretas.

Continua após a publicidade

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.