Resumo da Notícia
A nova geração da Volkswagen Amarok está confirmada para 2027 com uma grande novidade: ela será híbrida. A picape média passará por uma transformação completa, tanto em visual quanto em mecânica, e será fabricada na Argentina com um investimento de US$ 580 milhões. O projeto, chamado internamente de “Amarok South America”, será exclusivo para a nossa região e promete atender às novas exigências do mercado com soluções mais eficientes e sustentáveis.
Embora a Volkswagen ainda não tenha revelado o conjunto mecânico híbrido da futura Amarok, já se sabe que a plataforma será flexível o bastante para receber motores diesel, híbridos e até 100% elétricos. Hoje, a versão atual se destaca pelo motor V6 turbodiesel de 258 cv e câmbio automático de oito marchas, mas esse conjunto pode não fazer parte da nova geração. A marca deve seguir a tendência global de priorizar motores mais econômicos e menos poluentes, de olho nos incentivos fiscais para veículos eletrificados no mercado argentino.

No design, a nova Amarok também será completamente reformulada. O projeto está nas mãos do time de design da Volkswagen na América do Sul, liderado pelo brasileiro José Carlos Pavone. A inspiração vem da picape chinesa Maxus Interstellar X, o que já pode ser percebido nos protótipos flagrados em testes, com proporções robustas e lanternas verticais em LED. A carroceria deve se manter próxima da Maxus T90, com medidas generosas e presença de estrada reforçada.
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O anúncio oficial da Amarok híbrida foi feito durante uma reunião em Buenos Aires entre representantes da Volkswagen e o Ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo. Segundo comunicado do governo, o investimento faz parte de um plano industrial estratégico para impulsionar a produção local de veículos eletrificados. A fábrica de General Pacheco será a responsável pela nova geração da picape.

A escolha da plataforma da Maxus Interstellar X, desenvolvida pela parceira chinesa SAIC, marca uma mudança de rota importante para a Volkswagen. Ao invés de criar a nova Amarok do zero ou usar a base da Ford Ranger — como acontece na Europa e África —, a marca alemã decidiu compartilhar desenvolvimento, motorização e parte do visual com a chinesa. A cooperação com a SAIC é tratada como estratégica e duradoura pela própria direção global da Volkswagen.
Mesmo com o DNA da Maxus, a nova Amarok terá ajustes específicos para o público sul-americano. Isso inclui soluções técnicas, como tração 4×4 sob demanda, além de possíveis versões com motor 2.0 turbodiesel e câmbio manual para manter preços competitivos. A engenharia está focada em superar antigas críticas à robustez da geração atual, como a suspensão traseira por feixe de molas.

Por fim, a decisão da Volkswagen de apostar em uma Amarok híbrida segue o movimento das principais concorrentes. A Ford, por exemplo, já apresentou uma Ranger híbrida plug-in na Europa, e a Toyota trabalha em versões eletrificadas da Hilux. Com isso, a nova Amarok chega não só renovada, mas alinhada com o futuro do segmento de picapes médias.
