Resumo da Notícia
De saída, a nova geração da Toyota Hilux caminha para a vitrine com uma estratégia clara: atualizar o que importa e avançar na eletrificação. A picape, ícone em diversos mercados, precisa responder à pressão de rivais modernos. O plano combina visual revisto, cabine renovada e soluções híbridas graduais.
Segundo informações do portal Car250, pelo calendário, a estreia global é cotada para o Thailand Motor Expo, entre 28 de novembro e 10 de dezembro de 2025. A Austrália surge como primeiro grande mercado fora da Ásia. Por lá, o lançamento ocorre no primeiro semestre de 2026, com entregas previstas para meados do ano.

Nos bastidores, a estrela do evento deve ser uma versão híbrida, ainda sem definição pública se leve ou convencional. A etapa seguinte mira março de 2026, quando a Toyota planeja revelar a opção plug-in. É uma escalada em fases, pensada para mercados e regulações distintos.
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À primeira vista, não se trata de um projeto totalmente novo, e sim de uma reformulação profunda sobre a base atual, como aconteceu com a Chevrolet S10 no mercado brasileiro. A receita lembra o que a marca fez com o GR 86 em relação ao 86 original. Prototipagem em testes de rua e imagens de patentes já adiantam parte do desenho.
Sob o capô, a gama deve manter por ora os turbodiesel 2.4 e 2.8, com sistemas de 48V em versões selecionadas. A engenharia inclui direção elétrica e pacote ADAS mais amplo. Em paralelo, a Toyota avalia um 2.0 turbo a gasolina de cerca de 224 kW, projetado para e-fuels e até hidrogênio líquido.

Por dentro e por fora, a Hilux ganha personalidade mais agressiva e tecnológica. A dianteira recebe faróis afilados e grade tipo colmeia; para-choques e lanternas também mudam. A cabine adota inspiração em Land Cruiser/Prado, com tela “flutuante” e painel em “V” para elevar a modernidade.
No bolso, a tendência é de valores mais altos com novas exigências de emissões e conteúdo eletrônico. Na Austrália, a atual faixa deve servir apenas como referência, com provável avanço nas versões de topo. A Ford Ranger, líder recente, impõe o ritmo e obriga a Toyota a jogar duro.

No Brasil a Toyota Hilux é líder absoluta entre as picapes médias, de janeiro a agosto de 2025, foram emplacadas 32.093 unidades. Na sequência aparecem a Ford Ranger, com 21.708 unidades vendidas, e a Chevrolet S10, que comercializou 18.772 unidades no mesmo período.
Atualmente no Brasil, a Toyota Hilux vem equipada com o motor 2.8 turbodiesel em todas as suas versões, entregando 204 cv de potência e 50,9 kgfm de torque. É possível escolher entre câmbio manual ou automático, ambos com seis marchas. Em novembro, o motor recebeu uma atualização para atender às novas normas de emissão Proconve L8.
