Nova bateria de sódio da BAIC promete autonomia de 450 km

BAIC Group avança em baterias de sódio com autonomia de 450 km e recarga rápida, prometendo reduzir custos e popularizar carros elétricos.
Nova bateria de sódio da BAIC promete autonomia de 450 km
Crédito da imagem: BAIC

Resumo da Notícia

  • BAIC Group anuncia avanços em baterias de íon-sódio como alternativa às de lítio.
  • Protótipo 'Aurora Battery' atinge 450 km de autonomia e densidade energética de 170 Wh/kg.
  • Tecnologia suporta recarga ultrarrápida de 4C (11 minutos) com sistema de 'despejo inteligente'.
  • Uso de carbono duro de biomassa e eliminação de lítio podem reduzir custos em 15%.
  • Bateria demonstra alta segurança, resistindo a sobrecargas e altas temperaturas.
  • Opera em ampla faixa de temperatura (-40°C a 60°C), mantendo 92% da potência a -20°C.
  • BAIC compete com CATL e BYD no desenvolvimento de baterias de sódio para o mercado.
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A corrida por baterias mais baratas, seguras e eficientes ganhou um novo capítulo na China. O BAIC Group detalhou avanços importantes em sua tecnologia de íon-sódio, que surge como alternativa promissora às tradicionais baterias de lítio. A novidade reforça a disputa entre montadoras e fornecedores por soluções mais acessíveis para veículos elétricos.

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O anúncio mais recente veio após a conclusão do protótipo da chamada “Aurora Battery”, revelado no último dia 19 de março. Segundo a empresa, o projeto atingiu um nível considerado de liderança no setor, consolidando uma plataforma capaz de abranger diferentes tecnologias, incluindo lítio, estado sólido e sódio.

Nova bateria de sódio da BAIC promete autonomia de 450 km
Crédito da imagem: BAIC

Na prática, a nova bateria já entrega números competitivos. A autonomia chega a 450 quilômetros, com densidade energética acima de 170 Wh/kg por célula, patamar relevante dentro da categoria. A proposta mira principalmente carros familiares menores, do segmento A, onde custo e eficiência são decisivos.

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Outro destaque é o tempo de recarga. A tecnologia suporta carregamento ultrarrápido de 4C, permitindo recuperar a energia em cerca de 11 minutos. Para viabilizar isso com segurança, a engenharia desenvolveu um sistema de “despejo inteligente”, que evita a formação de sódio metálico no eletrodo durante cargas em alta velocidade.

A redução de custos também entra como trunfo. Ao eliminar completamente o uso de lítio e adotar carbono duro de biomassa, a BAIC estima um corte de cerca de 15% em relação às baterias LFP. Esse fator pode ser decisivo para popularizar carros elétricos em mercados mais sensíveis a preço.

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Em segurança e durabilidade, a marca afirma ter superado padrões chineses. A bateria resistiu a sobrecarga de 200% e a temperaturas de até 200 °C sem incêndio ou explosão. Além disso, o sistema opera entre -40 °C e 60 °C, mantendo 92% da potência mesmo em -20 °C, o que reforça sua eficiência em climas extremos.

Com esse avanço, a BAIC entra de vez na disputa com gigantes como CATL e BYD, que também aceleram a produção em massa de baterias de sódio. A tendência indica que essa tecnologia está cada vez mais próxima de chegar ao mercado em larga escala.

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