A fabricante chinesa de veículos elétricos Nio está passando por um período financeiramente turbulento. OA Nio vive um momento delicado. Apesar dos sinais de recuperação esperados para o segundo trimestre de 2025, o início do ano foi marcado por dificuldades financeiras e operacionais que acenderam um alerta no mercado.
A empresa viu suas reservas de caixa caírem para 26 bilhões de yuan (US$ 3,6 bilhões), uma queda significativa em relação ao trimestre anterior. O caixa líquido, ainda mais preocupante, ficou em apenas 9,3 bilhões de yuan (US$ 1,3 bilhão), o que levou analistas a estimarem que a Nio tem menos de um ano para estabilizar sua situação, caso não consiga novos recursos.

Como resposta, a companhia adotou medidas drásticas. Cerca de 5.000 funcionários foram demitidos no segundo trimestre, e novas reduções não estão descartadas. Além disso, a Nio passou a integrar o sistema de vendas da sua submarca Onvo aos seus canais existentes e está reestruturando sua operação em unidades de negócios independentes, buscando mais eficiência e controle de custos.
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Na tentativa de corrigir falhas internas, a montadora também iniciou uma reforma na cadeia de suprimentos, visando alinhar melhor a produção com a demanda e reduzir desperdícios.
Os resultados do primeiro trimestre mostraram queda de 42% nas vendas, o que pressionou a margem bruta para apenas 10% — o menor patamar da empresa. Os descontos em modelos antigos e uma combinação desfavorável de produtos também pesaram no desempenho.
O lucro operacional ficou abaixo do esperado, pressionado por despesas elevadas. Ainda assim, a empresa acredita que esses custos devem diminuir no segundo trimestre, contribuindo para uma leve recuperação.

A expectativa da Nio é vender entre 72.000 e 75.000 veículos no segundo trimestre, impulsionada por novos modelos com menos descontos e preços mais altos. Essa projeção, se cumprida, deve aliviar parte da pressão financeira. Recentemente, a Nio e Xpeng divulgaram os resultados de entregas de veículos elétricos em maio de 2025.
Mesmo assim, parte do mercado segue cética. Analistas apontam que os modelos atuais da Nio estão atrás dos concorrentes em autonomia, conforto e tecnologia. A próxima atualização da linha “5566” é vista como focada mais em cortar custos do que em inovação real, o que pode limitar o crescimento das vendas nos próximos meses.
