Mistura de etanol na gasolina pode subir para 32% ainda em 2026

Governo estuda aumentar a mistura de etanol na gasolina para 32% em 2026, buscando economia, segurança energética e apelo ambiental. Saiba mais.
Mistura de etanol na gasolina pode subir para 32% ainda em 2026
Crédito da imagem: Bloomberg

Resumo da Notícia

  • Governo federal planeja aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32).
  • A medida visa reduzir a dependência de combustíveis fósseis e importados, especialmente diante da alta do petróleo.
  • A proposta deve ser oficializada em 2026 e passa por análise técnica do Instituto Mauá de Tecnologia.
  • Estudos avaliarão o impacto em motores, com foco em veículos mais antigos e importados.
  • Aumentar o etanol é visto como positivo para a economia, o setor sucroenergético e o meio ambiente.
  • A mudança está alinhada com a Lei do Combustível do Futuro, que permite até 35% de mistura.
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Em meio a um cenário global instável e com reflexos diretos no bolso do consumidor, o governo federal prepara uma nova mudança na composição da gasolina. A ideia é ampliar a presença do etanol, reforçando uma estratégia que combina economia, segurança energética e apelo ambiental. A proposta ainda está em análise, mas já mobiliza diferentes setores.

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O plano prevê elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%, criando a chamada gasolina E32. A medida deve ser oficializada ainda em 2026 e integra um conjunto de ações para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e importados, sobretudo em momentos de crise internacional.

Mistura de etanol na gasolina pode subir para 32% ainda em 2026
Crédito da imagem: Divulgação/Postos Ipiranga

A iniciativa ganhou força diante da alta nos preços globais da gasolina, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio envolvendo grandes potências. Com o Brasil ainda importando cerca de 15% da gasolina que consome, a pressão externa tem impacto direto nos valores cobrados nas bombas.

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Dados recentes mostram que os preços subiram de forma significativa nas últimas semanas, refletindo o custo do combustível importado. Apesar de uma leve estabilidade recente, o histórico acumulado ainda preocupa, o que levou o governo a adotar medidas emergenciais, como redução de tributos e քննարկões sobre subsídios.

Antes de entrar em vigor, a nova mistura passará por testes técnicos conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Os estudos vão avaliar efeitos no desempenho, consumo e durabilidade dos motores, buscando garantir que não haja prejuízos à frota, especialmente em veículos mais antigos.

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Nos carros flex, que representam a maior parte da frota nacional, a expectativa é de adaptação sem maiores խնդիրmas. Por outro lado, especialistas alertam que veículos movidos միայն a gasolina, sobretudo importados, podem apresentar perda de desempenho, maior consumo e até desgaste de componentes.

Do ponto de vista econômico e ambiental, o aumento do etanol é visto como positivo. Além de reduzir emissões de poluentes, a medida fortalece o setor sucroenergético, impulsionado por uma safra robusta de cana-de-açúcar e pela expansão da produção de etanol, inclusive a partir do milho.

A proposta também segue as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, que permite ampliar a mistura até 35%, desde que haja viabilidade técnica. Se aprovada, a mudança deve ocorrer ainda no primeiro semestre, repetindo movimentos anteriores e consolidando o Brasil como referência no uso de biocombustíveis.

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