Resumo da Notícia
A Mercedes-Benz prepara uma mudança importante em sua estratégia para carros elétricos. A montadora alemã iniciou na China o desenvolvimento de uma nova plataforma usando tecnologia da Geely, um movimento que mostra como a indústria global começa a recorrer cada vez mais à engenharia chinesa para acelerar projetos e reduzir custos.
Segundo informações do portal chinês 36Kr, executivos da Mercedes têm visitado com frequência o centro de pesquisa e desenvolvimento da Geely na Baía de Hangzhou desde o fim de janeiro. As conversas giram em torno de uma possível parceria na área de arquitetura elétrica e eletrônica, considerada a base dos veículos inteligentes e conectados.

Esse tipo de cooperação tem se tornado cada vez mais comum no setor. Nos últimos anos, a Volkswagen firmou parceria com a Xpeng, a Stellantis se uniu à Leapmotor e a Renault passou a trabalhar com a própria Geely. A Ford também avalia acordos com empresas chinesas para tecnologias de condução autônoma e conectividade.
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Durante os estudos técnicos, engenheiros da Mercedes chegaram a desmontar completamente o Zeekr 001, modelo da marca premium do grupo Geely. O trabalho teria impressionado a equipe alemã pela qualidade da engenharia e, principalmente, pelo custo de produção bem mais baixo em comparação com veículos equivalentes da própria Mercedes.
Fontes ouvidas pelo 36Kr afirmam que a montadora alemã vem analisando há cerca de dois anos as estratégias chinesas de redução de custos. O tema ganhou ainda mais importância após reuniões internas conduzidas pelo CEO Ola Källenius, nas quais a busca por eficiência e maior rentabilidade se tornou prioridade.
Atualmente, a Mercedes realiza testes conceituais baseados na arquitetura GEEA 4.0 da Geely, que pode ser aplicada tanto em veículos elétricos quanto em modelos híbridos ou a combustão. A geração anterior, GEEA 3.0, estreou no Geely Galaxy E5 em 2024 e já ultrapassou a marca de um milhão de unidades vendidas.
Internamente, a nova base da Mercedes recebe o codinome “Phoenix” e deve estrear por volta de 2030. A plataforma substituirá a atual MMA e dará origem a futuros modelos compactos globais, incluindo sucessores de Classe A, Classe B, GLA, GLB e CLA, marcando também a primeira vez em 130 anos que a marca delega o desenvolvimento de uma plataforma a um centro de pesquisa fora da Alemanha.
