Resumo da Notícia
A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a sacudir o mercado global de energia e trouxe forte volatilidade aos preços do petróleo. Em poucos dias, o barril disparou com temores de falta de oferta, mas voltou a cair diante de sinais de possível trégua. No meio desse cenário instável, bancos e analistas revisam projeções e tentam medir os efeitos do conflito sobre o mercado.
Grande parte da tensão surgiu após o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. Aproximadamente um quinto do fornecimento global passa por esse corredor. Com a paralisação da passagem de navios, o risco de interrupção no abastecimento global aumentou rapidamente.

O bloqueio também afetou diretamente países da Opep. Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos reduziram embarques de petróleo, já que o tráfego marítimo na região ficou praticamente parado. Essa combinação de risco geopolítico e redução logística ajudou a impulsionar as cotações nos mercados internacionais.
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Desde o início do conflito envolvendo o Irã, na semana passada, o petróleo reagiu com força. O Brent acumulou alta superior a 27%, enquanto o WTI avançou cerca de 33%. Na segunda-feira, os dois índices chegaram a ultrapassar brevemente os US$ 119 por barril, maior patamar observado desde meados de 2022.
Apesar da disparada recente, os preços recuaram durante o pregão desta terça-feira após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, há chances de a guerra no Oriente Médio terminar em breve, o que ajudou a aliviar temores de uma interrupção prolongada no fornecimento global.
Com essa sinalização, as cotações passaram a cair no mercado internacional. Por volta das 13h28 (GMT), o Brent recuava cerca de 7%, sendo negociado a US$ 91,99, enquanto o WTI registrava queda de 6,2%, cotado a US$ 88,89 por barril.
Mesmo com a volatilidade atual, instituições financeiras já projetam preços mais elevados no médio prazo. O HSBC, por exemplo, elevou sua estimativa para o Brent em 2026 para US$ 80 por barril, aumento de US$ 15 em relação à previsão anterior. Para o WTI, a projeção também subiu e passou para US$ 76, refletindo as incertezas geopolíticas e os riscos persistentes para o fornecimento global.
